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Terra na Copa

Marcelinho cita forças ocultas como causa de não ter disputado Copas

20 jun 2014 - 10h39
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Marcelinho Carioca foi um dos melhores jogadores de futebol de sua época. Hoje com 42 anos e aposentado dos gramados desde 2010, o craque sempre se destacou pela técnica apurada de como bater na bola, um exímio cobrador de falta, além de ser ambidestro. Colecionou títulos, foi decisivo em diversas oportunidades e se tornou xodó da Fiel ao ter uma carreira de muito sucesso nos dez anos em que vestiu a camisa corintiana, entre as décadas de 90 e 2000.

No entanto, o Pé de Anjo sempre nunca teve muitas oportunidades na seleção brasileira. Seu temperamento intempestivo não era bem visto pela CBF de Ricardo Teixeira e, com isso, Marcelinho nunca soube o sabor de atuar em uma Copa do Mundo pelo Brasil.

"Não é uma frustração, eu tenho uma tristeza de não ter participado do grupo de 94, 98 e 2002 por saber que tinha totais condições de estar no grupo. Minha tristeza não é por não ter participado, é pelas forças ocultas, interesses pessoais, que optaram por não me levar. Mas eu respeito os treinadores, a gente vai aprendendo na vida também, o mais importante é você ter autocrítica, autoanálise e, lógico, não dependia só de mim", revelou o ex-meia, sem querer polemizar citando nomes e até fazendo mea culpa."Questão técnica com certeza que não (motivo por jogar Copa). Vou dizer que forças ocultas ou interesses pessoais. A questão técnica é inadmissível porque eu, estreando com 16 anos de idade (no profissional), em 88, vim ganhando as bolas de prata e ouro daquela época, de 90 até 2003. E você ganhar a bola de prata, estar sempre na seleção dos campeonatos brasileiros, estar na seleção, fazer gols pela seleção e não ter tido uma sequencia...", diz Marcelinho, sem encontrar uma justificativa cabível, na sua visão.

"Com 21 anos você fala cada besteira, você acha que é o dono da verdade. Se eu tivesse a cabeça que eu tenho hoje, com 42 anos, eu não ia, por exemplo, chegar em São Paulo e falar mal do futebol carioca, que é desorganizado, e a CBF fica no Rio, daqui a pouco o cara fica chateado e pensa: então você não vai para a seleção. Então, eu tinha que ser mais comedido nas palavras e não irritar tantas pessoas como eu devo ter irritado".

Entre 1998 e 2001, Marcelinho carioca teve apenas três oportunidades pela seleção brasileira, sendo dois amistosos e um jogo pelas Eliminatórias, e marcou dois gols. Mesmo assim, nunca recebeu uma sequência e sempre acompanhou de longe o Brasil nos Mundiais.

"Não é arrependimento, é imaturidade. Você chega de uma vida sofrida, difícil, de repente você chega em São Paulo e tudo começa a acontecer na sua vida. Claro, você tinha um sonho e sabia que esse sonho podia se tornar realidade, mas é mais a falta de experiência mesmo e imaturidade", concluiu o ex-jogador.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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