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Terra na Copa

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Favoritos e azarões da Copa do Mundo de 2014

5 dez 2013 - 20h14
(atualizado às 20h34)
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Na véspera do sorteio dos grupos da Copa do Mundo do Brasil-2014, que será realizado nesta sexta-feira na Costa do Sauípe, na Bahia, segue um panorama das seleções que disputarão a competição, entre 12 de junho e 13 de julho do ano que vem.

O Brasil quer conquistar o hexa em casa a qualquer custo. Qualquer outro resultado seria um drama nacional. Com o retorno de Luiz Felipe Scolari, técnico do penta (em 2002, na Coreia do Sul e no Japão), a amarelinha voltou a desempenhar o papel de favorita com o ótimo desempenho na Copa das Confederações, com direito a vitória convincente por 3 a 0 sobre a atual campeã mundial, Espanha, na decisão. O jovem craque Neymar passou a usar a camisa 10 em junho, pouco antes da competição (antes usava a 11, como acontece ainda hoje no Barcelona), chamou a responsabilidade para si e tem tudo para ser a grande estrela da Copa. Mas para isso, terá que aguentar a pressão, que será enorme pelo fato de a equipe atuar perante a sua torcida.

Atual campeã mundial e bicampeã europeia, a Espanha ainda conta com a geração dourada de Xavi e Iniesta e com seu estilo de jogo com valorização da posse de bola que virou marca registrada e faz dela um forte candidato ao título. No entanto, a 'Roja' assusta menos do que o passado, já que seus principais craques começam a sentir o peso dos anos. O técnico Vicente Del Bosque também tem dor de cabeça em duas posições-chave, as de goleiro e centroavante. No gol, o capitão Iker Casillas amarga o banco de reservas no Real Madrid, enquanto ninguém conseguiu se impor na ponta do ataque. A solução, por incrível que pareça, pode vir do Brasil. O sergipano Diego Costa, do Atlético de Madri, se naturalizou espanhol, afirmou publicamente que optaria pelo país de adoção e já foi convocado pelo técnico Vicente Del Bosque, embora não tenha podido fazer sua estreia por conta de uma lesão.

Com a geração de Ozil, Reus e Gotze despontando e os veteranos Lahm e Schweinsteiger no auge de sua forma, a Alemanha, parece ter chegado à maturidade. Os comandados do técnico Joachim Low impressionaram com seu jogo vistoso nos últimos anos, mas morreram na praia ao ser eliminado nas semifinais do Mundial 2010 e na Eurocopa de 2012. Desta vez, a 'Mannschaft' parece estar pronta para lutar pelo tetra. O atacante Miroslav Klose terá um desafio à parte no Brasil. Com 14 gols marcados nas três Copa que disputou, terá a oportunidade de superar os 15 de Ronaldo 'Fenômeno', artilheiro absoluto da competição.

A Argentina sonha em conquistar seu terceiro título mundial nas terras do maior rival. Para isso, conta com Lionel Messi, eleito melhor jogador do ano nos últimos quatro anos. O craque do Barcelona terá 27 anos em junho e pode conquistar de vez o coração dos argentinos ao lado de Maradona se levar sua seleção tri. No entanto, ainda há dúvidas sobre seu condicionamento físico. Durante todo o ano de 2013, 'La Pulga' sofreu repetidas lesões e corre até grande risco de perder a disputa pelo quinto troféu Bola de Ouro seguido para seu grande rival, o astro português Cristiano Ronaldo.

Com CR7, Portugal tem um jogador capaz de vencer uma Copa sozinho. O craque do Real Madrid mostrou isso na repescagem, quando marcou os quatro gols da seleção lusa, que eliminou a Suécia (vitórias por 1 a 0 em Lisboa e por 3 a 2 em Solna). Nos dois últimos torneios que disputou, Portugal foi eliminado pela vizinha e futura campeã Espanha (nas oitavas de final do Mundial-2010 e nas semifinais da Eurocopa-2012). Cristiano poderá contar com os passes precisos de João Moutinho, mas corre o risco de se sentir isolado no ataque.

A tetracampeã Itália deixou de lado a retranca do 'catenaccio' desde que o técnico Cesare Prandelli assumiu o comando da 'Nazionale' em 2010. Com um estilo de jogo vistoso e muito mais ofensivo do que de costume, a seleção italiana encantou na Eurocopa, na qual foi vice-campeã e ficou em terceiro lugar da Copa das Confederações, disputada em junho no Brasil. Os veteranos Pirlo, De Rossi e Buffon continuam brilhando e Mario Balotelli, que virou 'xodó' da torcida brasileira na Copa das Confederações, tem tudo para ser um dos grandes destaques da competição, tanto dentro quanto fora de campo.

Atual vice-campeã, a Holanda teve uma campanha impecável nas eliminatórias (9 vitórias e um empate) e tem dois grandes jogadores ofensivos, Arjen Robben e Robin Van Persie. A 'Oranje', porém, precisa se redimir da campanha pífia que teve na última edição da última Eurocopa, com eliminação logo na primeira fase após sofrer três derrotas em três partidas.

Depois de mundo tempo em crise, a Bélgica parece tem reencontrado uma ótima geração com os jovens Hazard, Fellaini e De Bruyn. Uma equipe muito talentosa, que carece, porém, de um grande artilheiro, apesar de Romelu Lukaku começar a se impor com a seleção belga e com a camisa do Everton.

Ao contrário do belgas, o Uruguai tem artilheiros de sobra. Suárez e Cavani são considerados entre os melhores atacantes do planeta. Atual campeã da Copa América e semifinalista do último Mundial, em 2010, na África do Sul, a 'Celeste' teve um desempenho irregular nas eliminatórias e precisou passar pela repescagem para garantir sua vaga. Forlán, eleito melhor jogador da Copa de 2010, está começando a entrar em declínio, assim como o capitão Diego Lugano.

O craque Wayne Rooney e o capitão Steven Gerrard tentarão levar a Inglaterra a passar pelo menos uma fase do mata-mata após os fracassos de 2010 e 2012, quando foi eliminada nas oitavas e quartas de final da Copa do Mundo e da Eurocopa, respectivamente. Nem a própria torcida inglesa espera muito dos comandados do técnico Roy Hodgson. Sem pressão, os ingleses podem se soltar e tentar surpreender.

A França, que teve muita dificuldade para se classificar, está embalada com vitória por 3 a 0 sobre a Ucrânia na repescagem após perder por 2 a 0 em Kiev. Esta façanha deu um novo ânimo à equipe, que antes era totalmente desacreditada, e agora tem a oportunidade de se redimir do fiasco da Copa de 2010. Os 'Bleus' só têm um jogador de classe mundial, o meia Franck Ribéry, do Bayern de Munique, e sofrem com bastante instabilidade na defesa e na ponta do ataque, com a irregularidade de Benzema.

A Colômbia conta com um artilheiro fora de série, Radamel Falcao Garcia, e com uma ótima geração de meias talentosos (James Rodrígues, Freddy Guarín e Teófilo Gutiérrez). Assim como a Bélgica, que derrotou por 2 a 0 recentemente em amistoso disputado em Bruxelas, tem tudo para ser a sensação da Copa.

O Chile vem exibindo um estilo de jogo vistoso, que já praticava na última Copa, em 2010, na África do Sul, quando era comandado pelo argentino Marcelo Bielsa. Hoje, o técnico é um discípulo de 'El Loco', o também argentino Jorge Sampaoli, e com jogadores que brilham em grandes clubes europeus, como Alexis Sánchez no Barcelona e Arturo Vidal na Juventus.

Entre as seleções europeias, a Croácia, de Modric e Mandzukic, e a Rússia, comandada pelo italiano Fabio Capello, podem surpreender, assim como a Suíça, que conseguiu a condição de cabeça de chave ao ficar na oitavas posição do ranking da Fifa. A Grécia tentará repetir a façanha da Eurocopa-2004, quando protagonizou uma das maiores zebras da história do futebol mundial quando conquistou o título em Portugal. A Bósnia, única estreante desta Copa, tem jogadores talentosos, com Edin Dzeko ou Miralem Pjanic.

Fora da altitude de Quito, o Equador não parece ter potencial para se destacar na Copa. Mesmo em constante progressão, o Japão também terá dificuldade para lutar com os melhores, como mostrou na Copa das Confederações, quando sofreu três derrotas nas três partidas que disputou. A Coreia do Sul, seleção asiática com mais experiência em Mundiais, também tem um certo potencial, mas do que Irã e Austrália, que deve ser meros coadjuvantes. Na zona Concacaf, o México, que fez uma péssima campanha nas eliminatórias, precisa reencontrar seu nível de outrora, enquanto os Estados Unidos parecem ter mais potencial para surpreender. Não se deve esperar grande coisa da Costa Rica.

Para as seleções africanas, chegar às quartas de final já seria um ótimo resultado, que repetiria as façanhas de Camarões em 1990, Senegal em 2002 e Gana em 2010. As cinco equipe são as mesmas que disputarão o último Mundial, na África do Sul. A atual campeã africana Nigéria já tem a experiência de ter disputado a Copa das Confederações no Brasil. O Gana, melhor seleção do continente em 2010, contará com os irmãos Ayew para tentar alçar voos mais altos. Aos 36 anos, Didier Drogba vai querer se despedir em grande estilo naquela que deve ser sua última Copa, e dividirá o protagonismo da Costa do Marfim com Yaya Touré e Gervinho. Eto´o está numa situação semelhante, mas não contará com o mesmo apoio na seleção de Camarões. Já a Argélia é a equipe mais fraca do continente.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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