'Barrabravas' argentinos estão livres para viajar ao Brasil
Os 'barrabravas', integrantes de torcidas organizadas da Argentina, poderão viajar ao Brasil durante a Copa do Mundo, ao serem beneficiados por uma decisão judicial que impede que dados pessoais de supostos torcedores violentos sejam revelados às autoridades brasileiras.
Débora Hambo, advogada da ONG Torcedores Unidos Argentinos disse à televisão local TN que essa decisão tinha sido tomada para "evitar a perseguição que os torcedores sofreram na África do Sul em 2010".
Na última Copa do Mundo, disputada no país africano, um torcedor argentino morreu na Cidade do Cabo durante uma briga entre 'barrabravas', antes da partida das quartas de final entre Alemanha e Argentina, que terminou com a vitória dos europeus por 4 a 0.
Cerca de 30 membros de grupos violentos argentinos foram presos e expulsos da África durante aquele Mundial e outros trinta desistiram de embarcar para o país para evitar maiores problemas com as autoridades locais.
De acordo com a imprensa argentina, citando fontes anônimas, um recurso seria apresentado contra a decisão que favoreceu os 'barrabravas'.
A Torcedores Unidos reúne 40 torcidas organizadas, um de cada clube de primeira e segunda divisão, com centenas de grupos.
Autoridades de Brasil e Argentina inciaram neste ano negociações preliminares para estabelecer uma cooperação em termos de segurança e evitar distúrbios causados por torcedores violentos durante a Copa.
No entanto, a proximidade entre os dois países deve facilitar a entrada de 'barrabravas' no Brasil. "Os torcedores vão ficar num prédio perto de Porto Alegre", revelou Hambo.
A violência no futebol argentino causou 24 mortes entre 2012 e 2013, e o número de vítimas chega a 187 nos últimos 40 anos, de acordo com a ONG Salvemos o Futebol.