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Atônito, Felipão se mostra perdido e sem força em vexame

8 jul 2014
18h57
atualizado às 19h17
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A primeira derrota do técnico Luiz Felipe Scolari no comando da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo será algo inesquecível na carreira do treinador. Assim como seus comandados, Felipão se mostrou cada vez mais perdido a cada gol tomado pela sua equipe na derrota vexatória diante da Alemanha, por 7 a 1, no Estádio do Mineirão.

O treinador começou a partida com a energia que todos torcedores brasileiros estavam acostumados a ver nas partidas do Brasil, tanto no Mundial de 2002 como no de 2014. Com a pressão de início da Seleção, ele orientava e tentava ajeitar a defesa. Reclamou de pênalti em Marcelo. 

Mas aí, assim como o time, o treinador começou a sucumbir aos 11min, após Müller aparecer sozinho no meio da área para abrir o placar. Felipão esbravejou com sua defesa, por deixar o principal goleador alemão sozinho na área. Apontou para Carlos Alberto Parreira e Flavio Murtosa. Ainda tentou consertar algo no time, chamando Bernard. 

Mas o que se via em campo era uma Alemanha bem postada, com três linhas de jogadores bem visíveis e sabendo seu posicionamento, enquanto o Brasil mais parecia um time desmantelado, onde cada um corria para um lado. Marcelo aparecia no ataque e deixava Müller sozinho. Bernard ia para o lado esquerdo, mesmo lugar de Hulk e deixava a direita sem ninguém. 

Não demorou para a Alemanha se sobressair de vez em campo. Parecendo uma metralhadora, marcou o segundo e, um minuto depois, o terceiro. Felipão, visivelmente atônito com o que estava vendo, mexia os dedos como se pedisse algo para o trio Oscar, Hulk e Bernard. Tentou inverter a posição dos dois atletas. Mas não deu nem tempo de qualquer modificação fazer resultado, porque a Alemanha marcou mais dois. 

O treinador, assim como seus comandados, sentiu o baque. Sentou no banco de reservas ao lado de Parreira e Murtosa e dali não saiu nos 15 minutos finais da primeira etapa. No intervalo, parece que deu uma acordada mudando o esquema tático com as entradas de Ramires e Paulinho. Porém, a postura de Felipão permaneceu intacta. Sentado estava, sentado permaneceu. 

<p>Durante a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo, o técnico Felipão foi da apatia à revolta na beira do campo do estádio do Mineirão</p>
Durante a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo, o técnico Felipão foi da apatia à revolta na beira do campo do estádio do Mineirão
Foto: Francisco Xavier Marit / AFP

Esboçou uma reação apenas quando Paulinho acertou dois chutes em cima de Neuer. Mas voltou a ficar atônito com o sexto gol alemão. Ouvia das arquibancadas os xingamentos a Fred e tirou o camisa 9 para as vaias da torcida. O treinador tentava animar seu time, mas quando viu o sétimo gol se enterrou no banco de reservas. 

No final da partida, reuniu os jogadores no centro do campo, conversou por cinco minutos, enquanto a torcida vaiava absurdamente seu time. Fez os jogadores aplaudirem os torcedores, recebendo mais vaias em troca. Felipão tentava buscar o hexa para colocar seu nome de vez na história da Seleção Brasileira. Mas sai desta semifinal da Copa do Mundo com a mancha do maior vexame já visto pela equipe verde e amarela. Muito por ser cego e não perceber a dependência do seu principal craque, Neymar. Muito por ser refém do título da Copa das Confederações. Muito por manter um esquema imutável durante toda a competição. 

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Fonte: Terra
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