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CBF recebe alerta de manipulação após jogador do Juventude levar cartão amarelo suspeito

Atacante Ênio, de 24 anos, recebeu advertência com alto índice de apostas na primeira rodada do Brasileirão; clube gaúcho não se manifestou e o atleta, com proposta de transferência em xeque após a polêmica, também não vai se pronunciar

5 abr 2025 - 16h02
(atualizado às 19h31)
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A diretoria do Juventude foi pega de surpresa após a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) comunicar o clube sobre um alerta de manipulação de resultados envolvendo o atacante Ênio, de 24 anos. O cartão amarelo recebido pelo jogador na primeira rodada do Brasileirão gerou suspeita em casas de apostas. A entidade foi notificada por meio de um relatório da Ibia (Associação Internacional de Integridade em Apostas Esportivas). A informação foi divulgada primeiramente pelo GE e confirmada pelo Estadão.

Ênio foi advertido com amarelo pelo árbitro Paulo Cesar Zanovelli no segundo tempo do triunfo do Juventude sobre o Vitória, por 2 a 0, em Caxias do Sul (RS). O atacante recebeu o cartão por reclamar de uma falta próxima à área do time gaúcho. Procurado pela reportagem, o Juventude avisou que está avaliando a questão internamente e não vai se manifestar neste momento. A tendência é de que um posicionamento seja divulgado no início da próxima semana. Por ora, Ênio também não vai se pronunciar sobre o assunto.

A CBF informou o caso tanto ao Governo Federal e quanto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O Ministério do Esporte informou que "não se manifesta sobre investigações em curso", e reafirmou seu "compromisso com a integridade, a legalidade e o respeito às instituições responsáveis pela condução das apurações relacionadas à manipulação de resultados no esporte brasileiro". Procurado, o tribunal não se manifestou.

Segundo o GE, uma bet apontou que o cartão amarelo para Ênio representava mais do que 10% do total apostado na partida, número bastante superior à marca de 3%, quando a aposta já é considerada suspeita. Foram identificadas entre os apostadores três atletas. A Lei 14.790, popularmente chamada de Lei das Bets, proíbe atletas, técnicos, árbitros, dirigentes e empresários de realizarem apostas esportivas.

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) explicou que operadores regulamentados e autorizados pela Secretaria de Prêmios e Apostas possuem sistemas de monitoramento baseados em inteligência artificial que analisam diariamente padrões de apostas. Quando uma suspeita de fraude é identificada, as operadoras reportam essas informações diretamente a organismos internacionais como a IBIA, principal voz global sobre integridade para o setor de apostas online.

Em novembro do ano passado, o Ministério do Esporte publicou uma portaria com medidas para combater a manipulação de resultados dos jogos esportivos passíveis de aposta. Entre elas, a obrigatoriedade das bets em informar sobre suspeitas de manipulação de resultados e colaborar com investigações em curso.

O texto também detalha o rito de apuração de denúncias. "Em casos de comprovação de manipulação, o resultado das investigações será encaminhado ao Comitê de Defesa do Jogo Limpo (COB), aos respectivos Tribunais de Justiça Desportiva, ao Ministério Público, às Polícias Federal e Civil, para conhecimento e adoção de medidas legais, no âmbito de suas respectivas competências."

Estadão
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