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Cássio admite preocupação com rebaixamento no Corinthians

Capitão do time precisa lidar com situação inédita desde que chegou ao clube em 2012, que é a de lutar para não cair

20 out 2018
05h11
atualizado às 10h39
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O goleiro Cássio admitiu ontem que a atual fase do Corinthians é a pior já enfrentada desde a sua contratação, em 2012. Acostumado a brigar por títulos, ele agora precisa lidar com a situação inédita de ajudar o time a fugir do rebaixamento no Brasileirão - quatro pontos separam a equipe da degola. "Temos que ganhar. A situação incomoda. Nunca estive nesse ponto da tabela. Temos que trabalhar, corrigir os erros, e voltar a ganhar", disse.

Cássio, goleiro do Corinthians, durante partida contra o Paraná Clube, válida pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro 2018
Cássio, goleiro do Corinthians, durante partida contra o Paraná Clube, válida pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro 2018
Foto: DJALMA VASSÃO / Gazeta Press

O Corinthians caiu muito de produção no segundo semestre. Em dez jogos no returno do Brasileiro, perdeu cinco, empatou três e venceu apenas dois, com aproveitamento de 30%. Nem no rebaixamento de 2007 o time foi tão mal. Na ocasião, foi para a Série B com 31,6% de aproveitamento no returno (quatro vitórias, seis empates e nove derrotas).

Cássio evitou comparações, não quis fazer contas e preferiu olhar para a tabela de olho no topo. "Podemos até brigar por uma vaga na pré-Libertadores. São nove decisões, a primeira é no domingo (contra o Vitória, fora de casa). Temos que pontuar. Pelos números, o Corinthians não tem um ano ruim. Fomos campeões paulistas e chegamos na final da Copa do Brasil. Não é possível que a gente não tenha qualidade."

A "positividade" de Cássio tem explicação. Ao lado do meia Danilo, ele é o atleta mais vitorioso do Corinthians, com oito títulos conquistados. Também é o terceiro goleiro com mais jogos com a camisa alvinegra. São 373 partidas disputadas, atrás apenas de Ronaldo (602) e Gilmar (395).

Essa experiência o deixa mais tranquilo para auxiliar os mais jovens e apontar caminhos para sair da crise. "A gente tem que ajudar mais um ou outro. É o trabalho, não tem muito o que fazer. Temos que responder dentro de campo. Não vejo ninguém fazendo corpo mole. Não podemos baixar a guarda."

Segundo ele, o momento não é para apontar culpados. Ao ser questionado sobre o péssimo desempenho do ataque, que finaliza pouco e marcou apenas um gol nos últimos cinco jogos, tentou contemporizar.

"Quando você está ganhando isso é pouco visto", disse. "No ano passado, o time chutava pouco, mas era efetivo. Se pegar outros anos da equipe, não tínhamos muitas chances. Temos que melhorar o ataque e evitar os gols para ficar mais perto da vitória."

Ele também saiu em defesa do técnico Jair Ventura, que acumula quatro derrotas consecutivas à frente da equipe. "Quando a gente perdeu, perdeu todo mundo. Não adianta ficar pensando que poderia ter feito isso ou aquilo. Se nós perdemos, perdemos todos. Não vejo um culpado ou outro. Todos nós somos culpados por não ter conquistado o título da Copa do Brasil", encerrou o goleiro.

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Estadão

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