Cafu e Roberto Carlos defendem Infantino em polêmica na Fifa
Ex-laterais da Seleção exaltam espaço dado aos atletas na gestão de Gianni Infantino diante de críticas ao plano bilionário do FFE
Cafu e Roberto Carlos manifestaram apoio a Gianni Infantino, presidente da Fifa que enfrenta críticas pelo projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), criado para gerenciar e vender direitos comerciais de competições a investidores privados. Enquanto a oposição teme a entrada de capital financeiro externo nos ativos do futebol, os campeões mundiais de 2002 defenderam a gestão de Infantino, ressaltando o avanço na representatividade e na inclusão da voz dos atletas nas decisões da entidade.
Os ex-laterais Cafu e Roberto Carlos, campeões mundiais com a Seleção Brasileira em 2002, manifestaram apoio público a Gianni Infantino, presidente da Fifa. A saber, o mandatário da entidade máxima do futebol enfrenta forte pressão nos bastidores internacionais. O motivo, sem dúvida, seria o projeto de criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária planejada para gerenciar e comercializar os direitos das principais competições do calendário internacional com a participação de investidores privados.
Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, Cafu ressaltou os avanços institucionais alcançados sob o comando do dirigente ítalo-suíço. Em resumo, ele destacou a ampliação do protagonismo de ex-atletas nas decisões que moldam a modalidade.
"Ao longo dos últimos 10 anos, temos acompanhado o trabalho realizado pela Fifa e pelo presidente Infantino para promover a representatividade dos jogadores no futebol — algo que antes não existia. Jogadores e ex-jogadores ganharam voz e espaço na modalidade ao participarem de comitês, projetos e grupos de trabalho. Nossas opiniões são ouvidas, e muitas iniciativas em prol do esporte são moldadas com base em nossas reflexões, ideias, planos e participação", declarou o capitão do penta.
O ex-camisa 2 reforçou ainda o compromisso de seguir colaborando com a evolução esportiva e social do futebol global. Logo em seguida, Roberto Carlos compartilhou a publicação original e endossou integralmente a manifestação:
"100% de acordo, Capitão".
Os detalhes do projeto Fifa Forward Enterprise
A proposta defendida pela cúpula da entidade busca centralizar em um único braço corporativo toda a exploração econômica de eventos globais de grande porte. O que, de fato, inclui os torneios mundiais:
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Gestão integrada de ativos: A FFE reuniria sob controle corporativo receitas de direitos de transmissão televisiva, cotas de patrocínio global e programas de licenciamento de marcas.
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Avaliação de mercado: O valuation preliminar projetado para a nova subsidiária atinge US$ 20 bilhões (cerca de R$ 102 bilhões na cotação atual).
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Participação de terceiros: O plano previa a venda de até 20% das ações a investidores externos, com previsão de arrecadação de aproximadamente US$ 4,2 bilhões (R$ 21,6 bilhões).
Enquanto a oposição e entidades esportivas apontam riscos com a abertura de ativos estratégicos ao capital financeiro internacional, aliados e embaixadores da entidade defendem a busca por novas fontes de investimento para a expansão do esporte ao redor do planeta.
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