Corinthians é condenado a pagar montante milionário para ex-jogador do clube
O Corinthians foi condenado pela Justiça a pagar quase R$ 3 milhões a um ex-atleta da base que encerrou a carreira precocemente devido a lesões no joelho, cabendo recurso da decisão. Paralelamente, em meio a uma grave crise financeira, o clube corre contra o tempo para arrecadar cerca de R$ 150 milhões em vendas de jogadores até 1º de setembro, montante essencial para quitar dívidas urgentes e liberar o registro de novos reforços no elenco.
Enfrentando uma grave crise financeira, o Corinthians foi condenado na Justiça do Trabalho a pagar quase R$ 3 milhões a um ex-atleta das categorias de base. A decisão, proferida pela 63ª Vara do Trabalho de São Paulo, ocorreu porque o jogador teve a carreira encerrada precocemente devido a uma grave lesão no joelho.
Responsável pela condução do caso, a juíza Viviany Aparecida Carreira Moreira Rodrigues baseou a sentença em laudos periciais. A magistrada atestou a ligação direta entre a lesão original, o desgaste gerado pela alta exigência física do futebol e a incapacidade definitiva do jogador para exercer a profissão.
A contusão inicial aconteceu em um jogo da equipe sub-20. O jovem até voltou a atuar após o primeiro tratamento, mas a alta carga de treinos e jogos causou microtraumas contínuos no local. O quadro piorou, exigiu novas cirurgias e resultou no fim da sua trajetória profissional.
Segundo informações divulgadas pelo portal 'Exame', a principal parte da condenação atinge a marca de R$ 2,28 milhões, referente aos danos materiais. O cálculo considerou que a carreira no futebol dura, em média, até os 35 anos de idade. A Justiça também avaliou o potencial do atleta, que já havia defendido a seleção brasileira sub-20, o que configura um claro prejuízo financeiro futuro.
O clube também deverá pagar R$ 200 mil por danos morais. Este valor foi definido com base na responsabilidade objetiva da instituição esportiva. A quantia estipulada visa compensar a dor das cirurgias, o longo tempo de tratamento médico e a limitação permanente imposta ao jovem.
A Justiça impôs ainda o pagamento de R$ 240 mil pela falta do seguro obrigatório de vida e acidentes, exigido pela Lei Pelé. Além disso, o time pagará R$ 261 mil como indenização substitutiva de garantia de emprego, visto que a perícia constatou as lesões apenas após o término do contrato.
É importante destacar que o montante estabelecido pela Justiça do Trabalho ainda passará por correção monetária e acréscimo de juros. Como o processo tramita em primeira instância, o Corinthians tem o direito de recorrer da decisão para tentar reverter a cobrança.
Corinthians corre contra o tempo para faturar R$ 150 milhões
O Corinthians tem até o dia 1º de setembro para alcançar a meta de 25 milhões de euros (cerca de R$ 150,2 milhões) em vendas de jogadores. Até o momento, no entanto, a diretoria alvinegra ainda não recebeu propostas oficiais por seus atletas, o que aumenta a urgência nos bastidores.
Segundo informações da CNN, atingir esse valor é fundamental para o clube paulista aliviar sua grave financeira, quitar dívidas e derrubar o bloqueio que o impede de registrar novos reforços. Diante da falta de propostas, a cúpula corintiana agora aposta todas as suas fichas nas tradicionais negociações de última hora do mercado da bola.
Para concretizar a arrecadação milionária, o Timão coloca na vitrine os nomes mais valorizados do seu elenco. A expectativa de uma grande venda recai sobre atletas mais conhecidos, como Yuri Alberto, Hugo Souza, Breno Bidon e André Luiz, além de jovens promessas das categorias de base que despertaram interesse recente, como Gui Negão e Dieguinho.
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