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Brasileiro Série C

Com mão na taça, América-MG renasce na Série C

19 set 2009 - 09h00
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Apenas duas torcidas de clubes brasileiros podem se vangloriar do título de decacampeão. Além do ABC de Natal, só o América-MG conseguiu tal feito, entre 1916 e 1925. A torcida americana, porém, não precisa mais olhar ao passado para sorrir. Afinal, o clube dono da terceira maior torcida de Minas Gerais assegurou o retorno à Série B do Campeonato Brasileiro em 2010 e ainda está prestes a conquistar o título da Série C.

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Foto: Gazeta Press

Neste sábado, às 16h (de Brasília), o Estádio Independência recebe a finalíssima da Série C entre América-MG e ASA de Arapiraca, em que a vantagem mineira é muito grande - em Alagoas, vitória americana por 3 a 1. E atuando em sua casa, até aqui, os mineiros ganharam os seis jogos disputados na competição, o que lhes deixa com uma mão na taça.

A trajetória na Série C tem cara de renascimento para o América-MG, que em 2008 teve de disputar o Módulo II (segunda divisão) do Campeonato Mineiro. Para entender melhor a recuperação do clube, que tem características muito peculiares, o Terra falou com Caio Salum, assessor da presidência americana. Confira:

A reestruturação do clube:

Ao contrário do formato tradicional de quase todos os clubes brasileiros, o América-MG é presidido por um conselho de sete membros, o que, segundo Caio, serviu para amenizar disputas políticas e unir a comunidade americana. "Hoje o entendimento é facilitado e não existem facções de oposição. O clube precisava dessa paz e tranquilidade".

Segundo ele, voltar para a Série B significa um grande avanço financeiro, já que a terceira divisão é deficitária. "Estamos voltando para a vitrine. Facilita contratos e acordos, porque na Série C até as despesas de viagem são por conta do clube. Você não tem televisão, subsídio de nada. Começa o ano e não tem calendário específico, dificulta até para contratar jogadores", explica Caio Salum.

A aposta em veteranos no elenco:

"Esses jogadores de idade mais avançada, com exceção do Flávio (goleiro), são formados no próprio clube e têm essa coisa de querer mais que os outros. Eles têm passado no clube, se sentem dentro de um lar e mostram o que a gente representa. Viveram o América-MG grande", afirma Caio, se referindo a Evanílson, Wellington Paulo, Irênio e Euller, "pratas da casa" com mais de 30 anos de idade.

Ao mesmo tempo, o clube apresenta uma nova safra de talentos, o que faz parte do DNA do América-MG, dono de uma das mais tradicionais categorias de base do futebol brasileiro. "Não é fácil dirigir um time de futebol com a Lei Pelé, porque você não tem proteção e por isso tivemos uma queda substancial", critica. O dirigente aponta Moisés, Danilo, Otávio e Nando como promessas para o futuro.

A identificação com o clube pesou até na contratação do treinador. Givanildo Oliveira ficou com o cargo pelo qual foi campeão da Série B em 97. "Ele tinha várias propostas, mas aceitou a nossa pela história no América-MG. Já renovamos para 2010", diz Caio.

Os planos para 2010:

Garantido na Série B, o América-MG começa a pensar em 2010, ano em que poderá trabalhar com maior orçamento. Antes, neste sábado, pensa na taça da Série C. "Ser campeão pesa em qualquer currículo e quando você coroa um trabalho, é importante. Para o ano que vem, o elenco precisa ser maior. Não temos todos os passos traçados, mas estamos começando a fazer agora. Afinal, se você sobe, é uma postura. Se não sobe, é outra".

Fonte: Redação Terra
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