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Brasileiro Série B

Da desconfiança à glória: veja o título do Goiás em cinco atos

24 nov 2012 - 20h03
(atualizado às 20h03)
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Mesmo com um início complicado, cheio de incertezas e uma goleada sofrida na estreia para o América-RN por 5 a 2, o técnico Enderson Moreira sempre deixou claro que o importante na Série B não seria como as coisas começavam, e sim como terminariam.

Em pé: Harlei, Valmir Lucas, Renan Oliveira, Walter, Ramon, e Ernando. Agachados: Amaral, Vítor, Egídio, Thiago Mendes e Ricardo Goulart
Em pé: Harlei, Valmir Lucas, Renan Oliveira, Walter, Ramon, e Ernando. Agachados: Amaral, Vítor, Egídio, Thiago Mendes e Ricardo Goulart
Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás EC / Divulgação

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O clube mirou nesta ideia e cresceu gradativamente. Demorou mais de um turno para se consolidar no G-4, mas a partir do momento que entrou na zona do acesso deixou claro que era favorito ao título.

A campanha progressiva do Goiás culminou no seu segundo título de campeão da Série B, antes havia levantado o caneco em 1999, e colocou fim a uma agonia que durava desde o dia 21 de novembro de 2010 quando a equipe caiu para a Série B.

Início turbulento

Após a estreia desastrosa com derrota por 5 a 2 para o América-RN e a dificuldades para vencer jogos fora de casa, o Goiás viu concorrentes como Vitória, Criciúma, América-MG e América-RN dispararem na classificação, aumentando a incerteza sobre o acesso. O discurso do treinador continuou sereno e confiante na ascensão do clube.

O jogo da virada

Antes da décima rodada o ambiente esmeraldino era de muita pressão. O técnico Enderson Moreira estava ameaçado no cargo, mas antes do jogo contra o líder América-MG os jogadores fizeram uma longa reunião e a partir desse momento mudaram a atitude em campo, venceram os mineiros por 2 a 0 e iniciaram a trajetória que levou o time ao título.

A força do Serra Dourada

Jogar em Goiânia foi um dos principais trunfos do Goiás na Série B. O time esmeraldino foi o único invicto atuando como mandante, foram 15 vitórias e apenas quatro empates. O torcedor fez o seu papel e deu ao Goiás a segunda melhor média de público da competição, além dos dois maiores públicos com cerca de 40 mil pessoas contra o Grêmio Barueri e contra o Joinville.

O onze perfeito

Enderson Moreira encontrou em Harlei; Vítor, Ernando, Valmir Lucas e Egídio; Amaral, Thiago Mendes, Ramón, Renan Oliveira e Ricardo Goulart; Walter, a formação ideal. Conseguiu colocá-la em campo em 10 jogos, sendo oito de forma consecutiva, perdeu um, empatou outra e conseguiu oito vitórias. O treinador encontrou a formação ideal com a entrada de Walter no lugar do veterano Iarley e de Renan Oliveira no lugar do garoto Felipe Amorim. O time deu liga e arrancou para a conquista do título.

Santo de casa faz milagre

O Goiás apostou na força de suas categorias de base para sua caminhada na Série B, sobretudo no setor defensivo. Depois de vender Rafael Tolói para o São Paulo, a defesa ficou formada por Ernando e Valmir Lucas e protegida pelos volantes Amaral e Thiago Mendes, todos da base, assim como o meia atacante Felipe Amorim que atuou em 22 jogos da campanha. O clube ainda apostou em jogadores com identificação com o clube, caso dos experientes Harlei e Iarley e do lateral Vítor.

Fonte: MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra
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