Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Futebol

Publicidade

Brasil já teve Garrincha expulso na semi e jogando a final da Copa com ajuda até de Tancredo

Episódio voltou à memória após a Fifa anunciar que suspendeu o cartão vermelho do atacante norte-americano Folarin Balogun, liberando-o para disputar as oitavas de final do Mundial

5 jul 2026 - 16h22
Compartilhar
Exibir comentários

Após a Fifa anunciar neste domingo, 5, que suspendeu o cartão vermelho do atacante norte-americano Folarin Balogun, liberando-o para disputar as oitavas de final da Copa do Mundo, um dos episódios mais emblemáticos envolvendo a reversão de uma punição em Mundiais voltou à memória.

Em 1962, no Chile, Mané Garrincha conseguiu entrar em campo na decisão contra a Tchecoslováquia, vencida pelo Brasil, graças a uma reviravolta nos bastidores que envolveu articulações políticas e diplomáticas, com participação até de Tancredo Neves.

O camisa 7 marcou dois gols e foi expulso na semifinal contra o Chile, após um desentendimento com o jogador chileno Rojas. Pela regra da época, a punição o tiraria da grande final. A ausência seria um duro golpe para o Brasil: Garrincha era o principal destaque da equipe após a lesão de Pelé ainda na fase de grupos.

Nos dias que antecederam a final, dirigentes da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) trabalharam para tentar reverter a suspensão junto à Fifa. Nesse contexto, ganhou força a atuação do então primeiro-ministro brasileiro Tancredo Neves, que utilizou sua influência política e diplomática para reforçar os esforços da delegação brasileira.

Segundo relatos históricos, Tancredo manteve contatos com autoridades chilenas e integrantes da Fifa, em uma manobra que ajudou a criar um ambiente favorável para que o caso fosse reavaliado.

Pele e Garrincha fizeram história com a seleção brasileira
Pele e Garrincha fizeram história com a seleção brasileira
Foto: Carlos Chicarino/Estadão / Estadão

O próprio juiz, o peruano Arturo Yamasaki, não viu a agressão de Garrincha. Antes de expulsar o ponta brasileiro, ele consultou o bandeirinha uruguaio Esteban Mariño, que havia acompanhado de perto o lance e chamou a atenção do árbitro. Mas, depois, o juiz não relatou a agressão na súmula. E, por fim, Garrincha levou apenas uma advertência do Tribunal da Fifa, enquanto o chileno Landa foi suspenso por um jogo.

Como o 'Estadão' noticiou

O Estadão publicou a notícia na edição de 15 de junho de 1962, com o título "Garrincha foi só advertido; poderá jogar".

Edição do 'Estadão' anunciando decisão da Fifa sobre Garrincha
Edição do 'Estadão' anunciando decisão da Fifa sobre Garrincha
Foto: Acervo Estadão / Estadão

"Garrincha foi apenas advertido pelo Comissão da Fifa, que reuniu hoje às 11 horas para julgar os jogadores que foram expulsos durante a realização da partida Brasil vs. Chile", informa a reportagem. "Landa, do Chile, no entanto, foi suspenso por um jogo e não poderá participar do encontro com a Iugoslávia".

"Sir Stanley Rous, presidente da Fifa, disse que Garrincha foi apenas advertido, pois a falta por ele cometida verificou-se quando de uma disputa de bola com Rojas", diz outro trecho da matéria, ressaltando que notícia foi recebida com alegria pela delegação brasileira.

"Garrincha reconheceu que não deveria ter perdido a serenidade e que tudo fez para conservá-la até o final do jogo, mas perdeu o controle e revidou. Esclareceu o avante que, durante toda a partida, Rojas insistiu em provocá-lo e chegou ao ponto de cuspir-lhe no rosto, quando percebeu que os pontapés e cotoveladas não estavam provocando no adversário a reação que ele esperava", acrescentou a reportagem.

Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra