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Bahia se manifesta após publicação direcionada a Lula

13 out 2026 - 19h35
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Resumo
O Bahia esclareceu que a publicação em seu WhatsApp apoiando Lula e criticando a chapa de Flávio Bolsonaro foi um engano de um funcionário, que usava o mesmo aparelho para fins pessoais e profissionais. O clube negou viés partidário e reforçou sua neutralidade. O post continha acusações contra Alfredo Gaspar, cujo pedido de investigação já havia sido arquivado pelo STF por falta de elementos, fato que também motivou a Justiça Eleitoral a barrar propagandas semelhantes da campanha petista.

O Bahia se manifestou nesta terça-feira (13 de outubro) após uma publicação política no canal oficial do clube no WhatsApp. A mensagem, divulgada na segunda-feira (12 de outubro), demonstrava apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticava a chapa de Flávio Bolsonaro (PL). O clube negou qualquer endosso institucional.

Em comunicado encaminhado ao Bahia Notícias, o Bahia atribuiu o episódio a um erro na administração das redes sociais. O funcionário responsável utilizava o mesmo aparelho para gerenciar os perfis oficiais e sua conta pessoal. Ao compartilhar a mensagem, selecionou por engano o canal da equipe, segundo a nota.

A publicação permaneceu no canal por poucos minutos, antes de ser retirada. Na manifestação, o Bahia ressaltou que sua comunicação não deve expressar posições partidárias e reiterou a independência institucional diante de campanhas eleitorais. A nota também destacou que o conteúdo não refletia uma decisão ou orientação do clube.

Foto: Gávea News

O que dizia a publicação do Bahia?

O material publicado fazia referência a Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. A imagem mencionava uma acusação de violência sexual contra uma adolescente e questionava a presença de Gaspar na disputa eleitoral. Ao final, a peça apresentava apoio a Lula, acompanhado do número 13.

A acusação contra Gaspar havia sido apresentada pelo deputado Lindbergh Farias e pela senadora Soraya Thronicke, que relataram ter recebido informações sobre o suposto crime. Gaspar nega a denúncia. Em 6 de outubro, Gilmar Mendes, do STF, determinou o arquivamento do pedido de investigação após manifestação da Procuradoria-Geral da República.

O pedido foi arquivado diante da insuficiência de elementos que confirmassem os fatos apontados. A decisão indicou a possibilidade de novas apurações caso apareçam provas adicionais. Em outro desdobramento, a Justiça Eleitoral determinou a retirada de propaganda da campanha de Lula que também mencionava as acusações sem informar o arquivamento da investigação.

Gávea News
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