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Após barbárie em Joinville, relembre casos de violência no futebol em 2013

9 dez 2013 - 19h11
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Pelas imagens chocantes e a importância do jogo na última rodada do Campeonato Brasileiro, a batalha campal protagonizada por torcidas de Atlético-PR e Vasco foram rapidamente destaque internacional e o principal assunto pós-rodada, mesmo com as quedas de Fluminense e Vasco. Mas a falta de segurança não foi novidade nesta edição do Brasileirão, e as mortes ligadas ao futebol já chegaram ao número de 30 vítimas em 2013.

No ano de estreia das novas arenas, a organização pareceu não acompanhar os avanços em estrutura física de algumas das casas dos times do campeonato. Houve confusão, inclusive, em sede de Copa do Mundo. Por duas vezes, o Mané Garrincha apresentou confronto entre torcedores tanto dentro como fora do estádio, em jogos de Flamengo contra São Paulo e Vasco contra Corinthians.

O Goiás se tornou reincidente, a ponto de o craque da equipe em 2013, o atacante Walter, condenar públicamente a postura dos torcedores. Outro duro golpe na organização foi o domingo de clássicos e brigas entre torcidas rivais na 28ª rodada. Torcidas de São Paulo e Corinthians e Atlético-MG e Cruzeiro se envolveram em confrontos e fizeram seus clubes perderem mandos de campo. Duas semanas antes, em outro clássico, entre Atlético-PR e Coritiba, mais briga e a mesma pena para o Furacão.

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Vasco e Corinthians

Torcedores procuraram confusão e conseguiram, mesmo em estádio de Copa do Mundo. Vasco e Corinthias foram punidos com a perda de quatro mandos de campo pelo confronto entre integrantes das duas torcidas. A briga começou quando corintianos invadiram o espaço destinado aos vascaínos e o policiamento não conseguiu impedir a tempo de evitar a batalha. Após a confusão, um grande contingente de oficiais fez um cordão de isolamento entre as torcidas. Pela pancadaria, os clubes chegaram a ser condenados a jogar com os portões fechados, mas o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva resolveu "abrandar" a punição.

Atlético-PR e Coritiba

Protagonistas no último domingo, torcedores do Atlético-PR já haviam se envolvido em grande confusão no clássico contra o Coxa, pela 26ª rodada, no dia 6 de outubro. Na oportunidade, os torcedores do Furacão brigaram com a Polícia Militar local e houve queda de alambrado. A pena padrão de multa e dinheiro e perda de mando de campo, não desestimulou os "brigões" no encerramento do campeonato.

Torcedor ensaguentado na primeira grande confusão do Furcão no ano (Foto: Felipe Gabriel/LANCE!Press)

Atlético-MG e Cruzeiro

No primeiro clássico na reformada Arena Independência, no dia 13 de outubro, facções da torcida do Cruzeiro, após brigarem entre si, entraram em confronto com a Polícia Militar local. O Galo teve de pagar R$ 20 mil e perdeu um mando de campo pela confusão; o Cruzeiro recebeu a punição em dobro, e foi obrigado a desembolsar R$ 40 mil e ficar dois jogos seguidos longe da capital.

São Paulo e Corinthians

Na mesma rodada de Galo e Cruzeiro, foi a vez de torcedores do São Paulo entrarem em confronto com a Polícia, no Morumbi. No intervalo do jogo, ao tentarem invadir o espaço da torcida alvinegra no clássico, o grupo foi impedido pela corrente policial e começou a pancadaria. O São Paulo ainda identificou o momento em que torcedores do Timão jogaram uma bomba em direção à torcida tricolor, o que também resultou em punição. O São Paulo perdeu R$ 80 mil e quatro mandos de campo, enquanto o Corinthians pagou uma multa de R$ 20 mil.

Goiás coleciona confusões

Mesmo com a boa campanha e os bons resultados em casa, parte da torcida esmeraldina viu motivos para irritação e não perderam oportunidades de brigarem, inclusive, entre si. Em jogos contra São Paulo e Atlético-PR, por exemplo, ambos vencidos pelos goianos, alguns torcedores protagonizaram cenas tristes nas arquibancadas. Não houve punição, mas os incidentes fizeram diretoria e o ídolo recente Walter comentarem e lamentarem o fato.

Violência ultrapassa arquibancas

Os conflitos envolvendo o futebol não foram registrados apenas nas arquibancadas, e cenas de intolerância também puderam ser vistas nas ruas, antes ou depois de partidas. Foi o que ocorreu momentos antes do jogo entre Flamengo e São Paulo, no dia 18 de agosto, quando torcedores do São Paulo espancaram um flamenguista, que teve de ser levado ao hospital. Dois homens foram detidos por tentativa de homicídio.

Outra cena lamentável ocorreu no dia 1 de setembro, envolvendo palmeirenses e são-paulinos. Facções das duas torcidas se encontraram em uma estação na Zona Leste de São Paulo e começaram a briga no domingo de manhã. Duas pessoas foram baleadas e encaminhadas para hospitais da região.

Principal foco de violência ligada ao futebol, o Nordeste também apresentou cenários graves, como o torcedor do Náutico baleado no dia 16 de fevereiro em confusão envolvendo também a torcida do Sport. As regiões Norte e Nordeste do país apresentam a maior percentual das 30 mortes em 2013 ligadas ao futebol.

Fonte: Lancepress! Lancepress!
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