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Aliado de Infantino avalia que a maioria apoia presidente da Fifa e diz: 'Levaria um tiro por ele'

Véron Mosengo-Omba, da República Democrática do Congo, já ocupou cargo na entidade e é amigo do dirigente ítalo-suíço

19 ago 2026 - 18h19
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Gianni Infantino tem sua gestão na Fifa sob ataque, mas sabe com quem contar. Véron Mosengo-Omba, presidente da federação da República Democrática do Congo, disse que "levaria um tiro" pelo presidente da entidade máxima do futebol.

Mosengo-Omba foi eleito presidente da Federação Congolesa de Futebol (Fecofa) em maio, sem opositores. Antes disso, ele já atuou na Fifa, como diretor de associações, até 2021. O dirigente tem relação com Infantino desde o tempo de universidade na Suíça.

"A maioria das federações o apoia. Basta perguntar ao Congresso", disse ao The Guardian. "Não enviei uma carta de apoio porque não concordava com a forma como o projeto (a FFE) foi conduzido. Agora estão tentando atacar Gianni, mas estou pronto para levar um tiro por ele", completou.

Véron Mosengo-Omba, presidente da Fecofa, reiterou apoio a Gianni Infantino.
Véron Mosengo-Omba, presidente da Fecofa, reiterou apoio a Gianni Infantino.
Foto: Fecofa via X / Estadão

O dirigente já foi secretário-geral da Confederação Africana de Futebol (CAF), apoiadora de Infantino e representante de 54 associações filiadas à Fifa. Junto de Conmebol e OFC, os africanos fazem contraponto à Uefa, Concacaf e AFC, embora cada continente tenha nuances entre seus países.

Mosengo-Omba fez críticas ao projeto da Fifa Forward Enterprise (FFE), que buscava investimentos privados nas competições, mas ponderou sobre a postura de outras entidades em relação à ideia e a comparou com a relação da Uefa com a Champions League e a Eurocopa.

"Gianni apresentou uma proposta semelhante, mas agora a retirou. Então, qual é o problema? O que eu não gostei, e onde acho que Gianni errou, foi a forma como tudo foi feito. Porque o risco era que muitas empresas pudessem acabar organizando a Copa do Mundo. Essa é a minha crítica a ele", declarou ao jornal britânico.

"O projeto do Gianni era bom. Eu o aceitaria, mas faria algumas alterações. Poderíamos, por exemplo, permitir que uma confederação comprasse 20%. Essa é a minha ideia - talvez eu apresente a proposta no próximo congresso. Porque preciso de dinheiro para desenvolver o futebol no Congo. O povo aqui não tem nada. Receberíamos US$ 20 milhões por ano se isso acontecesse, e isso teria um grande impacto no meu país", concluiu.

O mapa do futebol se reorganizou após a apresentação da proposta da FFE. Até 18 de novembro, serão definidas as candidaturas para o próximo triênio da Fifa, com eleições em março de 2027.

Estadão
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