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Presidente do Fluminense desabafa sobre situação dos clubes

22 mar 2020
21h58
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Em entrevista ao canal SportTV, Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, se mostrou bastante preocupado com as possíveis consequências para os clubes em virtude da paralisação do futebol.

As medidas adotadas pelas autoridades para conter a disseminação da pandemia do coronavírus atingiram diretamente o futebol brasileiro. A suspensão das competições e a redução drástica nas receitas será um problema para entidades com custos fixos elevados.

"O momento é muito difícil, não só do futebol mas da sociedade brasileira, de todas as classes, trabalhadores. O Fluminense já está sofrendo as consequências como outros clubes estão, tivemos patrocinadores cancelando contratos, estamos sem receitas de bilheterias, venda de camisas, Não temos como vender atletas, que também é uma fonte de receita", ressaltou o mandatário Tricolor.

"Eu vi uma matéria hoje que o Barcelona está sofrendo enormes prejuízos financeiros. Se ele está sofrendo, imagine os clubes do Brasil", completou.

Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, se mostrou preocupado com os prejuízos causados pela paralização do futebol aos clubes brasileiros (Foto: Divulgação/Lucas Merçon)
Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, se mostrou preocupado com os prejuízos causados pela paralização do futebol aos clubes brasileiros (Foto: Divulgação/Lucas Merçon)
Foto: Gazeta Esportiva

Proposta na mesa

Mário Bittencourt é membro da Comissão Nacional de Clubes. A entidade se reuniu com a CBF e representantes dos atletas na última sexta-feira para discutir alternativas.

"Estamos fazendo um acordo nacional para tentar salvar o futebol brasileiro. Existe uma comissão, faço parte dela. Fizemos uma videoconferência com mais de 20 presidentes de clubes e tentamos desenvolver uma proposta de acordo para serem levadas aos atletas e profissionais de futebol, para que a gente tente diminuir os prejuízos. Todos que vivem do futebol estão tento prejuízos e nossas ideia é preservar o maior número de empregos possíveis", explicou.

Em caso seja confirmada uma paralisação do futebol por pelo menos 60 dias, a Comissão propôs a suspensão dos contratos de trabalho.

"Os atletas não ficariam prejudicados, porque os contratos seriam esticados pelo tempo em que eles ficassem parados. A ideia é colocar pra frente, porque certamente não conseguiríamos cumprir o calendário, teríamos que rediscutir fórmulas. Essa proposta foi encaminhada aos atletas, os capitães dos times estão avaliando e estamos esperando uma resposta, uma contraproposta", concluiu.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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