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Marrony chega ao Fluminense com promessa de versatilidade e potencial a ser explorado

Jogador foi destaque no Vasco, mas caiu de rendimento no Atlético-MG e não conquistou espaço na Dinamarca

6 jul 2022 - 08h31
(atualizado às 10h25)
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O Fluminense garantiu mais um reforço nesta janela de transferências. Após a saída de Luiz Henrique, o Tricolor acertou o empréstimo de Marrony para suprir a ausência no setor ofensivo. O atacante de 23 anos, que estava no Mitdjylland (DIN), retornou ao Brasil na terça-feira para acertar os últimos detalhes antes de formalizar a contratação. Revelado pelo Vasco e com passagens pelo Atlético-MG, o jogador foi um pedido de Diniz e poderá agregar polivalência ao elenco.

Marrony chega para suprir ausências no setor ofensivo do Fluminense (Foto: Divulgação/FC Midtjylland)
Marrony chega para suprir ausências no setor ofensivo do Fluminense (Foto: Divulgação/FC Midtjylland)
Foto: Lance!

Marrony começou a carreira na base do Vasco. No sub-20, teve destaque e subiu para o profissional, durante a temporada de 2018. Ainda nesse ano, marcou um gol em 13 jogos.

Em 2019, o atacante saiu do banco de reservas e se tornou titular. Naquela época, viveu a melhor fase na carreira. Ao todo, foram nove gols e deu quatro assistências em 56 jogos. Felippe Rocha, setorista do Vasco no LANCE!, conta como Marrony atuou no setor ofensivo do Cruz-Maltino.

- Nunca foi um jogador de muitos gols, embora atue no setor ofensivo, mas é participativo e mostrou utilidade. Tanto que, com Vanderlei Luxemburgo, alternou entre a ponta e o comando de ataque. O treinador entendia que as passadas largas poderiam dar vantagem ao jogador na função. Voltou às pontas de vez em 2020, com Abel Braga. Mas jogou apenas 13 jogos naquele ano. Fez um gol e se transferiu para o Atlético-MG.

No Galo, Marrony começou bem, mas acabou não correspondendo às expectativas. Contratado a pedido de Sampaoli, que buscava um jogador versátil e que garantisse mobilidade, o atacante acabou não tendo sequência. Henrique André, jornalista da "Rádio Itatiaia", relembrou a passagem.

- Ele foi comprado por R$20 milhões e acho que nunca deixou de ser aquele Marrony, do Vasco, que falavam ter potencial para estourar, mas nunca estourou de fato. Mesmo quando ele entrava e ia bem, não tinha uma sequência tão grande.

Marrony atuou mais como ponta esquerda e centroavante, época em que teve melhor desempenho. O jornalista Lucas Tanaka conta que, apesar dos problemas extra campo, o atacante começou bem a temporada de 2020.

- No início do Brasileirão, ele teve uma sequência boa. Chegou a fazer alguns gols quando ele jogou como centroavante. Depois da chegada de alguns jogadores, ele perdeu espaço. Nunca teve sequência, nunca foi bem quisto pela torcida. Ele aternava muito entre reserva e titular. Começou o campeonato como titular, chegou a fazer dois gols contra o Ceará. Ali, ele foi titular e estava tendo uma sequência boa. Depois, caiu de rendimento.

Ainda em 2020, Marrony também se envolveu em polêmicas com a torcida. Em meio a um surto de Covid-19 no Atlético-MG, o jogador foi visto em uma balada e acabou sendo cobrado por integrantes de uma torcida organizada. O episódio não foi comentado publicamente pelo Galo, mas na temporada seguinte fez poucos jogos antes de ser transferido para a Dinamarca.

No Mitdjylland (DIN), o atacante também não conquistou espaço. Desde agosto de 2021 no clube, Marrony fez apenas 11 jogos e não chegou a marcar gols. Assim, manifestou o desejo de retornar ao Brasil.

Agora, Marrony chega ao Flu como aposta e com a missão de explorar o seu potencial. Ainda que atue na mesma posição de Luiz Henrique, as características do jovem são distintas e, por isso, o técnico tricolor deve buscar outras formas de explorar o jogador.

Lance!
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