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Filho de Abel busca "independência" e rejeita rótulo de "muso"

21 mai 2012 - 08h01
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Henrique Moretti
Direto de São Paulo

Um observador mais desatento não perceberia que o camisa 32 do Fluminense, que venceu o Corinthians por 1 a 0 neste domingo, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, era filho do técnico tricolor. Tanto na página principal do site oficial do clube carioca quanto no release da partida distribuído à imprensa, o jogador é conhecido apenas como "Fábio". Mas basta ouvir a transmissão de rádios do Rio de Janeiro e pesquisar na internet para constatar que a sentença "filho de Abel Braga" é constantemente utilizada para se referir ao atleta.

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Fábio Farroco Braga, 19 anos, já admitiu o desconforto causado por essa situação e por isso já pensou em deixar o Fluminense - seu contrato expira em outubro de 2012. Ele passou a integrar o time juvenil tricolor em 2009, época na qual Abel comandava o Al Jazira, dos Emirados Árabes Unidos. Antes, o volante defendia as categorias de base do Internacional e fez uma ressalva quando questionado pelo Terra se seu período no time gaúcho também havia coincidido com o do pai, treinador colorado entre 2006 e 2008.

"O Abel já estava, mas também era separado. Cada um ia para seu lado, sem misturar", disse. "Eu estava no Fluminense já desde 2009, no juvenil, aí ele chegou (em junho de 2011) e acabou que agora estamos juntos".

No início de 2012, Abel subiu para os profissionais o filho e mais cinco outros jovens: os laterais Wallace e Stéfano, o volante Everton, o meia Lucas Patinho e o atacante Samuel. Neste domingo, Wallace e Samuel, além do próprio Fábio, começaram jogando no Estádio do Pacaembu, enquanto que Patinho ficou no banco de reservas. O confronto reuniu times B, visto que o foco de Corinthians e Fluminense está voltado para os respectivos confrontos com Vasco e Boca Juniors, na próxima quarta-feira, pelas quartas de final da Copa Libertadores da América.

"Foi bom não só para mim, mas para todos os garotos que tiveram essa oportunidade. A gente que veio da base ainda não tem a experiência que jogadores do lado do Corinthians tinham. A gente suportou bem a pressão e fez uma boa partida", analisou Fábio, que foi substituído aos 32min do segundo tempo, cedendo espaço a Rafinha.

No Pacaembu, Fábio disputou sua sexta partida no ano. Até aqui ele soma um gol, marcado na vitória por 2 a 0 sobre o Volta Redonda, pelo Troféu Luiz Penido, espécie de prêmio de consolação disputado entre times que não avançaram à semifinal da Taça Rio do Estadual.

Contra o Corinthians, ele teve atuação segura, ajudando na marcação e tendo mais liberdade para sair para o jogo do que normalmente desfruta, pois atuava ao lado de Digão, um volante mais defensivo. No Twitter, porém, o filho de Abel Braga acabou menos elogiado pelos atributos técnicos e mais pelos físicos, destacados por algumas torcedoras. Uma delas, inclusive, lançou a hashtag #MusoDoBrasileirão em homenagem ao jogador, dizendo: "quem é Neymar perto do Fábio Braga do Fluminense? Isso sim é galã".

Questionado sobre o assunto, Fábio disse que nem tem conta na rede social e, sorrindo, rejeitou o rótulo. "Estou fora, estou fora. Sei nada disso aí, estou só no futebol", disse o jovem carioca, de 1,84 m e 84 kg, que recentemente foi inscrito para a Libertadores no lugar do meia-atacante Araújo, negociado com o Náutico.

Diante do Boca, Jean e Edinho foram os volantes titulares em Buenos Aires, enquanto que Digão entrou no segundo tempo; para o duelo de volta no Rio de Janeiro, Abel já confirmou que seguirá sem poder escalar dois jogadores para a posição: Diguinho, com uma entorse no tornozelo direito, e Valencia, com um estiramento na panturrilha esquerda.

Fonte: Terra
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