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Familiares de vítimas são barrados no Ninho do Urubu

Flamengo libera entrada apenas de quem comunicou previamente a ida ao local

8 fev 2020 16h57
| atualizado às 17h27
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Um ano após o incêndio no CT do Flamengo que deixou dez garotos mortos e três feridos, familiares de algumas das vítimas foram ao Ninho do Urubu prestar homenagens neste sábado e acabaram barrados na entrada. Somente os parentes de Pablo Henrique tiveram autorização para entrar no local.

Debaixo de um sol forte, Wedson Cândido e Sarah Cristina, pais de Pablo Henrique, levaram flores brancas e velas. Eles foram acompanhados por seguranças e não puderam registrar fotos ou vídeos. Também estiveram no local da tragédia os parentes de Christian Esmério e Jorge Eduardo, que, no entanto, não conseguiram entrar.

Camisas estendidas em homenagem às vítimas do incêndio
Camisas estendidas em homenagem às vítimas do incêndio
Foto: Reprodução/Twitter / Estadão Conteúdo

"Infelizmente, temos que ficar aqui aguardando um diretor voltar para liberar. Já não basta a humilhação que estamos passando? Todo mundo está vendo que o Flamengo não nos respeita", afirmou Cristiano Esmério, pai do ex-goleiro Christian, que morreu aos 15 anos.

Depois de mais de uma hora esperando uma resposta do clube, Cristiano foi embora do local indignado. "Não vou voltar, não. Não tinha ninguém para me receber", disse. Simone, prima de Jorge Eduardo, também compartilha a revolta dos familiares de Christian. Impedida de entrar, ela teve de fazer sua homenagem ao garoto do lado de fora.

Procurado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o Flamengo informou, por meio de sua assessoria, que apenas a família de Pablo Henrique foi liberada porque havia avisado previamente que iria ao local, ao contrário dos familiares de Jorge Eduardo e Christian.

Segundo o clube, membros das duas famílias "chegaram de surpresa e não tinha ninguém no CT para autorizar a entrada porque todos os dirigentes estavam na missa de um ano em homenagem aos garotos na igreja São Judas Tadeu". Entre os presentes na missa estavam o presidente Rodolfo Landim, o vice geral e jurídico Rodrigo Dunshee e o CEO Reinaldo Belotti.

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Estadão
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