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Polícia mantém oito indiciamentos por incêndio no Ninho

Entre os envolvidos como os responsáveis pela tragédia está o do ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello,

7 fev 2020 14h44
| atualizado às 15h34
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A Polícia Civil do Rio remeteu ao Ministério Público do Estado a conclusão do inquérito aberto em fevereiro do ano passado para investigar as causas e os culpados pelo incêndio no Ninho do Urubu, e manteve os oito indiciamentos apontados ainda em junho. A tragédia no CT do Flamengo, que neste sábado completa um ano, deixou dez mortos e três feridos.

Familiares de Samuel Thomas Rosa protestaram em frente ao Ninho do Urubu (Foto: Arquivo pessoal)
Familiares de Samuel Thomas Rosa protestaram em frente ao Ninho do Urubu (Foto: Arquivo pessoal)
Foto: Gazeta Esportiva

O inquérito, conduzido pela 42ª DP do Rio, havia sido entregue ainda em junho, mas foi devolvido pelo MP, que requisitou novas diligências. A delegacia responsável pelo caso remeteu novamente suas conclusões ao órgão em agosto, quando advogados de alguns dos indiciados pediram novas audiências. Em dezembro, mais uma vez o relatório acabou voltando à Polícia Civil.

Agora, a investigação por parte da polícia está concluída. "A unidade (42ª DP) estava realizando apenas diligências solicitadas pelo MP, que foram concluídas e encaminhadas ao órgão", informou a Polícia Civil nesta sexta-feira.

O inquérito remetido ao MP ano passado apontava oito culpados, e entre os indiciados está Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo. O ex-cartola, três funcionários do clube, três engenheiros da empresa que forneceu os contêineres que incendiaram e um técnico em refrigeração foram apontados pela polícia como responsáveis por dez homicídios com dolo eventual (quando se assume o risco de matar) e 14 tentativas de homicídio (considerando o número de atletas que estavam no Ninho do Urubu e sobreviveram).

Quando foi indiciado, Bandeira de Mello se disse "surpreendido", mas afirmou que estava com a "consciência absolutamente tranquila" e que confiava na Justiça.

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Estadão
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