Dirigente do Flamengo, Bap detona recuperação judicial do Botafogo
Dirigente rubro-negro levanta dúvidas sobre aumento da dívida e cobra regras mais rígidas no modelo de clube-empresa
O debate sobre o modelo de SAF voltou a esquentar no futebol brasileiro. Durante um evento do Comitê Brasileiro de Clubes, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, fez duras críticas à recuperação judicial solicitada pela SAF do Botafogo. As declarações foram publicadas pelo jornalista Diogo Dantas, de O Globo.
Sem citar diretamente o rival, o dirigente questionou a evolução da dívida do clube desde a implementação do modelo empresarial. Segundo ele, o endividamento teria crescido de forma significativa ao longo dos últimos anos, o que levanta dúvidas sobre a eficácia da gestão.
"Quando a SAF foi criada, a dívida era de cerca de R$ 700 milhões. Hoje, pelo que se divulga, esse valor é mais de três vezes maior. E, mesmo assim, há um pedido de recuperação judicial que engloba compromissos antigos que deveriam ter sido resolvidos", afirmou Bap.
Questionei Bap, presidente do Flamengo, sobre a recuperação judicial do Botafogo, durante evento sobre tributação maior sobre clubes sem fins lucrativos em comparação às SAFs. Veja o que ele respondeu: pic.twitter.com/XuIlmzDR0A
— Diogo Dantas (@diogodantas) April 23, 2026
Apesar das críticas ao caso específico, Bap destacou que não é contrário ao modelo de SAF. Para ele, a estrutura pode ser positiva, desde que haja responsabilidade na condução financeira e cumprimento das obrigações assumidas.
"A SAF é uma ferramenta importante, mas precisa de regras claras e limites. Não dá para permitir que investidores assumam clubes, não cumpram o que foi prometido e saiam sem consequências. Existem exemplos que funcionam bem, como alguns clubes que mantêm suas contas em dia", completou.
O dirigente ainda reforçou a necessidade de punições mais rígidas em situações de descumprimento, defendendo maior controle sobre a utilização do modelo no país.
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