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Derrota liga alerta para componente defensivo no Flamengo, que necessita 'descobrir' alternativa sem Gerson

Próximo jogo, diante do Fortaleza, em casa, será a despedida do camisa 8. Ontem, o Fla foi castigo por pouca 'pegada' na transição para a defesa e perdeu para o Red Bull Bragantino

20 jun 2021 06h58
| atualizado às 06h58
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Gerson fará a sua despedida nesta quarta-feira, contra o Fortaleza, no Maracanã (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
Gerson fará a sua despedida nesta quarta-feira, contra o Fortaleza, no Maracanã (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
Foto: Lance!

A derrota do Flamengo para o Red Bull Bragantino passou pela vulnerabilidade da equipe na transição defensiva, um componente que faz Rogério Ceni ligar o alerta para adversários velozes em contragolpes, uma estratégia corriqueira para adversários da equipe. O técnico admitiu que gols na recente derrota por 3 a 2 poderiam ter sido evitados com faltas, "matando jogadas", mas o time sofreu com a falta de oxigênio nos minutos derradeiros e a não alteração no principal setor de desarmes, a cabeça de área. A perna pesou para voltar.

- [...] Sofremos dois gols de transição, em que poderíamos ter matado a jogada na origem, em que tomamos decisões erradas na construção da jogada, na parte final, e tínhamos condição de ter encurtado mais, para dar tempo de recompor. Há dias que as coisas não acontecem como esperamos. Criamos um bom volume de chance, tivemos defesas importantes do outro lado, tivemos finalizações bem feitas, mais de 20, mas além de fazer dois gols, sofremos algumas transições - analisou Ceni, em entrevista coletiva.

Pela postura corajosa, o RB Bragantino conseguiu finalizar sete vezes dentro da área rubro-negra: um número alarmante para um favorito que estava com o sistema defensivo, além dos dois meio-campistas (Diego e Gerson), titular. Aliás, para a sequência, já é necessário "descobrir" a melhor alternativa para a saída de Gerson, que fará a sua despedida nesta quarta-feira.

Ceni havia falado, anteriormente, que o Fla estava no mercado em busca de reforços para repor a saída do camisa 8 ao Olympique de Marseille. Por ora, sem uma contratação iminente, o treinador admite que é difícil pensar em que o substituirá, já que, fatalmente, o dinamismo da construção meio-ataque terá que ser remodelado.

- É difícil. Para substituir (Gerson) dentro das características nós não temos. Poucos têm essa característica de jogar de costas, pisar na bola, se virar contra um e dois adversários e construir jogo, ter a saúde e a parte física que ele tem, principalmente na construção do jogo. Temos algumas alternativas. Temos o João, que todos conhecem, o Hugo, o Arão para voltar, temos o Thiago Maia... Vamos ter que testar algumas alternativas. No momento, com jogo de três em três dias não dá tempo de testar, a não ser o time que vai iniciar a partida. Então, com o tempo vamos tentar descobrir. Jogar da mesma maneira que ele joga é impossível, mas vamos tentar uma alternativa que nos dê condição de seguir o trabalho - falou o técnico.

Fla de Ceni vinha de 16 jogos invicto (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
Fla de Ceni vinha de 16 jogos invicto (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
Foto: Lance!

No geral, se pegarmos números ofensivos e território de ocupação do Fla contra o Bragantino, o time de Rogério Ceni fez uma partida boa dentro de sua normalidade com a bola nos pés. No entanto, a falta de "pegada" gradual na entrada da área e no meio, que terá que se reinventar sem Gerson em poucos dias, causa preocupação visando à sequência da temporada. Será importante que os três pontos deixados em casa sirvam de lição quanto a esse aspecto.

Em tempo: com seis pontos em três jogos, o Flamengo volta a campo pelo Brasileirão nesta quarta-feira, às 19h, para enfrentar o Fortaleza no Maracanã.

Lance!
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