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Caso De la Cruz expõe divergência entre Jardim e departamento médico do Flamengo

A situação de Nicolás De la Cruz evidenciou mais um capítulo das divergências internas entre a comissão técnica de Leonardo Jardim e o departamento médico do Flamengo. Embora o uruguaio tenha sido liberado clinicamente após a disputa da Copa do Mundo, o treinador optou por não utilizá-lo de imediato por considerar que o meia ainda […]

6 ago 2026 - 07h05
(atualizado às 07h05)
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(Photo by Lucas Figueiredo/Getty Images)
(Photo by Lucas Figueiredo/Getty Images)
Foto: Esporte News Mundo

A situação de Nicolás De la Cruz evidenciou mais um capítulo das divergências internas entre a comissão técnica de Leonardo Jardim e o departamento médico do Flamengo. Embora o uruguaio tenha sido liberado clinicamente após a disputa da Copa do Mundo, o treinador optou por não utilizá-lo de imediato por considerar que o meia ainda não apresentava condições físicas ideais para voltar aos gramados.

Na reapresentação do elenco, De la Cruz foi submetido a uma bateria de avaliações físicas, incluindo testes de força, potência e resistência muscular. Durante os exames, o camisa 18 relatou um leve desconforto na região anterior da coxa, mas nenhum problema foi constatado nos exames de imagem. Ainda assim, o uruguaio iniciou um trabalho de preparação separado do restante do grupo antes de ser integrado aos treinamentos.

Mesmo com o aval do departamento médico, Leonardo Jardim decidiu preservar o jogador nas partidas contra Chapecoense e São Paulo. Na ocasião, o treinador explicou que De la Cruz havia retornado da Copa do Mundo com poucos treinamentos realizados e que o controle da carga física seria fundamental para evitar uma nova lesão.

O meia voltou a atuar apenas no empate com o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro. Acionado nos minutos finais, permaneceu em campo durante 14 minutos, mas acabou recebendo cartão amarelo e cumprirá suspensão automática diante do Vitória, no próximo domingo (9).

Caso de Léo Ortiz também gerou divergência

O episódio envolvendo De la Cruz não foi o primeiro a gerar um entendimento diferente entre a comissão técnica e o departamento médico rubro-negro. Antes da Copa do Mundo, a situação de Léo Ortiz também provocou incômodo nos bastidores.

Naquele momento, o zagueiro havia sido liberado após uma lesão considerada simples e a expectativa era de retorno imediato às atividades. Entretanto, ao ser reavaliado pela comissão técnica, Leonardo Jardim concluiu que o defensor ainda não apresentava o condicionamento necessário para voltar aos treinamentos com o restante do elenco, fazendo com que o processo de recuperação fosse prolongado.

Na época, o treinador chegou a comentar publicamente o assunto. Jardim destacou que a liberação clínica não garante, necessariamente, que o atleta esteja apto para competir em alto nível, ressaltando que ritmo de jogo e condição física também são determinantes para o retorno aos gramados.

A diferença de critérios entre a comissão técnica e o departamento médico tem sido um tema recorrente no Flamengo. Enquanto os profissionais da área médica trabalham com a recuperação clínica dos atletas, Leonardo Jardim tem adotado uma postura mais cautelosa, priorizando o desempenho físico antes de liberar qualquer jogador para voltar a atuar.

Esporte News Mundo
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