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Espírito de equipe pode levar Bélgica à final da Copa do Mundo, diz técnico

9 jul 2018
09h30
atualizado às 10h54
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A Bélgica estará em um território desconhecido quando enfrentar a França em uma das semifinais da Copa do Mundo, mas acredita que seu espírito de equipe e sua coesão podem prolongar seu avanço extraordinário na Rússia, disse o técnico Roberto Martínez.

Técnico da Bélgica, Roberto Martínez 05/07/2018 REUTERS/John Sibley
Técnico da Bélgica, Roberto Martínez 05/07/2018 REUTERS/John Sibley
Foto: Reuters

O elenco de Martínez enfrenta os campeões mundiais de 1998 em São Petersburgo na terça-feira em busca de uma vaga na final, marcando a primeira vez em que a Bélgica chega a esta fase da Copa do Mundo desde 1986, quando terminaram na quarta colocação.

"Os jogadores estão trabalhando juntos extraordinariamente bem há muitos anos, e merecem estar exatamente onde estão hoje", disse Martínez à ESPN FC.

"Sinto que o aspecto mais importante que trabalhamos é a ideia de ser um time. Habilidades e talentos individuais são importantes, mas nestes torneios é absolutamente necessário jogar como um time."

"É uma viagem ao desconhecido. Nunca estivemos nesta situação, e é por isso que precisamos de nosso espírito de equipe mais do que nunca contra a França. Precisamos ser a melhor versão de nós mesmos."

O treinador vê grandes semelhanças entre os belgas e seus oponentes, especialmente quanto à riqueza de talentos individuais em suas fileiras.

A Bélgica pode contar com nomes como Romelu Lukaku, Eden Hazard e Kevin De Bruyne, enquanto Antoine Griezmann e Kylian Mbappe brilharam para os franceses na Rússia.

Mbappe foi letal na vitória de 4 x 3 sobre a Argentina nas oitavas de final, usando sua velocidade de forma devastadora, mas Martínez disse que sua seleção não cometerá o erro de se concentrar somente em um jogador.

"Os dois (times) têm a mistura certa de juventude e experiência, e também muitos talentos individuais", acrescentou.

"Precisaremos nos antecipar (a Mbappe) e estar bem posicionados. Precisamos defender os espaços mais do que o próprio jogador. Mas não esqueceremos os outros, já que a França tem um padrão de ataque muito completo."

"Este grupo de jogadores precisa jogar sem medo para manter todas suas opções em aberto. É como uma viagem à lua: temos que encará-la cheios de ilusões".

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