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Espanha cede à pressão e cai com furada, canela e tropeção

18 jun 2014
18h08
atualizado às 18h20
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Os chilenos prometiam fazer do Maracanã um "inferno" para a partida decisiva desta quarta-feira, contra a Espanha, pelo Grupo B da Copa do Mundo. E não só cumpriram o esperado, cantando e armando uma grande festa nas arquibancadas durante os 90 minutos, como conseguiram fazer os atuais campeões mundiais terem uma exibição abaixo da crítica, com erros técnicos bizarros para o nível ao qual os espanhóis acostumaram o planeta.

<p>Diego Costa foi inefetivo novamente</p>
Diego Costa foi inefetivo novamente
Foto: AFP

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Desde o começo do jogo, o Maracanã estava voltado contra a Espanha. Cada passe, carrinho ou chegada do Chile era comemorado como se fosse um gol. Gritos de "Olê Chile" e cânticos que lembravam as músicas das torcidas na Libertadores dominaram o primeiro tempo, e no intervalo – quando os sul-americanos já estavam na frente por 2 a 0 – os bordões de "eliminado" jogaram ainda mais pressão sobre os ombros espanhóis.

E cada vez mais, os ombros pareciam ceder ao peso. Cabeças baixas e semblantes incrédulos foram a tônica do time da Espanha à medida que o tempo passou e o time se viu incapaz de superar uma defesa chilena que havia apresentado problemas diante da Austrália, apesar da vitória por 3 a 1.

Um a um, os espanhóis erravam lances simples e despertavam o delírio da torcida, que vaiava e xingava os jogadores europeus. Pedro recebeu um lançamento na direita e furou ao tentar dominar; Diego Costa foi colocado na cara do gol por Iniesta, mas dominou mal, demorou para chutar e foi travado; pouco depois, a bola sobrou na pequena área para Busquets, e de forma inacreditável, o volante desviou de canela para fora.

Del Bosque tentou injetar vida nova com as entradas de Koke, Torres e Cazorla, mas o show de horrores continuou. Apenas Andrés Iniesta mantinha o alto nível, buscando passes incisivos e arriscando finalizações nada características de fora da área. Na esquerda, Jordi Alba errava passes fáceis em sequência, irritando os companheiros de time.

O ápice foi quando Cazorla, com a bola dominada na intermediária, tropeçou sobre ela e cedeu a posse de bola ao Chile já nos minutos finais. O talentoso meio-campista do Arsenal, que tem a qualidade técnica com os dois pés como principal atributo, foi o retrato do desespero e do desequilíbrio emocional dos espanhóis nesta quarta-feira – vencidos por uma excelente seleção do Chile, mas também por uma barulhenta e fervorosa torcida.

Fonte: Terra
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