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Espanha enfrenta a pequena Cabo Verde num choque entre confiança e encanto

13 jun 2026 - 15h04
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A Espanha chega a Atlanta com ‌a confiança de uma equipe que espera uma longa campanha na Copa do Mundo, mas na segunda-feira enfrenta adversários que carregam um sentimento igualmente poderoso: a incredulidade vertiginosa de uma nação que vê seu nome no quadro do torneio pela primeira vez.

Os campeões europeus estreiam contra Cabo Verde no Grupo ⁠H, que também conta com Uruguai e Arábia Saudita, num confronto que, na ‌teoria, parece um encontro de planetas futebolísticos diferentes.

A seleção de Luis de la Fuente tornou-se praticamente imbatível nos últimos quatro anos, acumulando 30 jogos invictos ‌desde a derrota por 1 a 0 para ‌a Colômbia em um amistoso em Wembley, em março de 2024. ⁠Desde então, a Espanha conquistou 23 vitórias e sete empates, apresentando um futebol dos mais empolgantes e ofensivos dos últimos tempos.

A única falha nessa trajetória aparentemente impecável foi a derrota por 5 a 4 nos pênaltis para Portugal na final da Liga das Nações em 2025, após um empate em ‌2 a 2 na prorrogação, em uma partida na qual a Espanha esteve duas ‌vezes em vantagem, mas ⁠não conseguiu manter ⁠o título conquistado em 2023.

Cabo Verde, porém, não está na América do Norte apenas para ⁠figuração. Os Tubarões Azuis foram uma ‌das surpresas na classificação para ‌a Copa do Mundo de 2026 e o país, com menos de 600.000 habitantes, é o terceiro menos populoso a chegar ao torneio, depois da Islândia, em 2018 e de Curaçao, também em 2026.

A ascensão ⁠da seleção foi construída a partir de uma mistura de jogadores locais e da diáspora. Essa combinação provou ser altamente eficaz nas eliminatórias, onde Cabo Verde venceu sete dos seus 10 jogos, perdeu apenas um e conquistou uma impressionante vitória em casa sobre Camarões.

A ‌classificação para a Copa do Mundo pode parecer um conto de fadas, mas Cabo Verde vem construindo sua credibilidade há anos. Em 2013, a ⁠seleção se classificou para sua primeira Copa Africana de Nações e chegou às quartas de final logo na primeira tentativa.

A Espanha, por sua vez, pode adotar uma abordagem cautelosa com Lamine Yamal e Nico Williams, que estão na fase final de recuperação de lesões musculares sofridas em abril. Ambos voltaram a treinar com seus companheiros de equipe na quinta-feira, mas De la Fuente pode decidir que a paciência é mais sensata do que o risco.

Para a Espanha, o objetivo é o segundo título mundial, após o triunfo de 2010 na África do Sul. Para Cabo Verde, esta segunda-feira oferece algo ainda mais raro: a primeira página de uma história que seus torcedores esperam há gerações.

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