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Goleiro usou luto pela morte do pai por torcida rival como 'combustível' e virou destaque na Copinha: ‘Todo dia trabalho por ele’

Pedro Ariel, de 18 anos, sonha em vestir a camisa da Seleção Brasileira

17 jan 2026 - 04h59
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Resumo
Pedro Ariel, goleiro de 18 anos, superou a perda do pai em 2023 para violência entre torcidas e se destacou na Copinha pelo CSA, sonhando em jogar pela Seleção Brasileira.
Goleiro virou destaque da Copinha após morte do pai por torcida: 'Trabalho por ele':

Pedro Ariel, de 18 anos, conheceu o lado cruel do futebol em 2023, quando teve o pai --um conhecido torcedor do CSA-- morto por integrantes de uma organizada do CRB, equipe que jogava na época, em uma emboscada após partida no Estádio Rei Pelé, em Maceió, em Alagoas. Em 2026, quase três anos depois do episódio, o goleiro vive uma nova fase de sua vida, agora com as cores do CSA, time do seu coração e do seu pai. 

No que considera “fruto do trabalho de muitas mãos”, o camisa 1 virou um verdadeiro paredão na partida contra o Bahia pela fase de grupos da Copinha e virou assunto nas redes sociais. Uma dessas mãos é a de Maria Daniella dos Santos, psicóloga das categorias de base do CRB e que continua o acompanhando mesmo com a transferência para o rival. 

“É um trabalho que passa por psicólogo, preparador de goleiros, treinador, pessoal da cozinha até o campo. Sou grato a todas as pessoas que estão envolvidas no processo. Pelo momento que passei, por tudo que eu passei, minha psicóloga do antigo clube, que ainda me acompanha até hoje, é uma pessoa que tem um grande carinho por mim. Ela me ajudou muito a triunfar nos gramados após tudo que aconteceu”, conta em entrevista ao Terra.

Mesmo com a dor da perda na época, Ariel se manteve firme naquilo que sonhara com o pai desde que começou a frequentar as quadras de futsal aos 6 anos, ainda como um atacante dos bons, como o próprio define.

Pedro Ariel em jogo do CSA contra o Bahia
Pedro Ariel em jogo do CSA contra o Bahia
Foto: Divulgação/CSA/Erika Lima

“Deu mais um combustível para mim. Tudo que ele me viu fazendo em questão do futebol, ele gostava. A gente sabe que essas questões de torcedores organizados às vezes são cruéis, saem pra rua pra fazer coisas cruéis. Meu pai não foi o primeiro e nem o último. Mas quando aconteceu tudo isso, sempre foi um combustível a mais pra que eu me tornasse jogador de futebol. Todo santo dia eu penso, paro e trabalho sempre por ele, por toda a minha família”, recorda.

No caso ocorrido em maio de 2023, Milton Pereira da Silva Neto e Jonas Paulo Santana Cané foram condenados a 28 anos de prisão pela morte de Pedro Lúcio dos Santos, conhecido como Peu. De acordo com a denúncia, a dupla cometeu o ato como vingança pela morte de um torcedor do CRB.

Embora fosse jogador do clube regatiano na época, Ariel nunca foi procurado pelos torcedores para uma conversa ou pedidos de desculpas, e ele garante que prefere assim: “Querendo ou não, uma desculpa não vai trazer a vida de ninguém de volta. Um pedido de desculpas para todas as pessoas que aconteceram isso seria eles pararem com essa vagabundagem.”

Após o ocorrido, o goleiro continuou no CRB até o fim de 2024, quando se transferiu para o CSA. Quando recebeu a proposta, o garoto não pensou duas vezes. No Azulão, ele reveza entre atuações no sub-20 e treinos com a equipe profissional.

“Sou CSA desde o berço. Pra mim, não tem nada mais que especial. Cresci vendo o CSA jogar e, às vezes, a gente tem que abraçar oportunidades. Quando tudo aconteceu, ainda continuei batalhando, jogando e passando num processo difícil, ainda no rival. Mas Deus escreve certo por linhas tortas. No final de tudo, Deus guiou meu caminho pra que eu viesse pro clube do coração, o clube do coração do meu pai”, destaca.

Pedro Ariel presta homenagem ao pai após atuação de gala na Copinha
Pedro Ariel presta homenagem ao pai após atuação de gala na Copinha
Foto: Reprodução/Instagram

Para o futuro da carreira, Ariel quer seguir levando o que aprendeu com o pai para realizar seus sonhos. O maior deles? Vestir a camisa da Seleção Brasileira. “Não há coisa maior que conseguir alcançar meus objetivos de triunfar nos gramados do Brasil e do mundo, ser um atleta de alto nível e, se Deus quiser, vestir amarelinha, que é um dos maiores sonhos, pra ganhar uma Copa do Mundo. Isso pra mim não é um sonho só meu, é de toda minha família, principalmente do meu pai”, completa. 

Apesar de passar dois jogos sem sofrer gols por causa das grandes atuações de Ariel, o CSA foi eliminado da Copinha ainda na primeira fase. Os empates contra América de Rio Preto e Bahia, e a derrota para a Inter de Limeira fizeram a equipe alagoana encerrar o Grupo 9 na terceira colocação.

Pedro Ariel em jogo da Copinha
Pedro Ariel em jogo da Copinha
Foto: Maurícia da Mattaw/W9 Press/Estadão Conteúdo
Fonte: Portal Terra
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