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Cruzeiro marca no fim e se reabilita na Libertadores em jogo que termina com confusão generalizada

Jogadores argentinos partem para cima dos mineiros após o apito final da partida

29 abr 2026 - 00h06
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O Cruzeiro segue vivo no "Grupo da Morte" da Libertadores. Depois de uma derrota dolorida para o Universidad Católica na última rodada, se reabilitou no Mineirão nesta terça-feira. Com paciência, conseguiu superar a retranca do Boca Juniors, que atuou no segundo tempo com um a menos, e contou com gol de Villarreal para vencer por 1 a 0, pela terceira rodada do Grupo D.

Logo após o fim da partida, o tempo fechou no Mineirão, com os jogadores argentinos partindo para cima de Matheus Pereira, que foi blindado por seguranças e companheiros de equipe.

Era de se esperar um duelo bastante físico, como é de costume nos encontros entre brasileiros e argentinos. O Boca veio com a proposta de travar o jogo do Cruzeiro e, de certa forma, conseguiu. Congestionando a entrada da área, dificultou ao máximo qualquer infiltração mineira, que, mesmo com mais posse de bola, não conseguia conectar o ataque e criar situações de gols.

Tanto que a única bola que levantou suspiros da arquibancada foi uma falta bem batida de Arroyo, para fora. Outro fator que amarrou o jogo foi a arbitragem. Contestada pelos dois lados, distribuiu cartões, picotou o jogo e tirou a paciência dos jogadores. Nos acréscimos, Barreiro levou dois amarelos em sequência, deixando um alento para os cruzeirenses na segunda etapa.

Entretanto, na volta do intervalo, o panorama se manteve. O Cruzeiro não imprimia velocidade e fazia o jogo que o Boca queria. Recuando bastante a bola para os defensores, não tinha criatividade para furar ainda mais a retranca argentina. A alternativa seguia sendo a bola parada e chegou a levar perigo em cabeçadas de Fabrício Bruno, tirando tinta da trave, e outra sendo bloqueada por Figal.

Vendo a linha de cinco argentina, Artur Jorge povoou a área e colocou três atacantes. Explorando a velocidade de Kaio Jorge, criou a primeira grande chance da partida, obrigando boa defesa de Brey. Seguindo na tática de atacar pelos lados, Kaio Jorge repetiu a dose e, desta vez, cruzou em vez de finalizar. O passe encontrou Villarreal, que empurrou para o gol vazio, aos 37 minutos, para explodir o Mineirão.

Após o gol, foi a vez do Cruzeiro fazer jus à catimba. Provocou os argentinos para ganhar tempo. Controlando a posse da bola, apenas administrou o resultado até o apito final.

CRUZEIRO 1 X 0 BOCA JUNIORS

  • CRUZEIRO - Otávio; Fagner (Kauã Moraes), Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Kaiki Bruno; Lucas Romero (Bruno Rodrigues), Gerson, Christian e Matheus Pereira; Arroyo (Villareal) e Kaio Jorge (Matheus Henrique). Técnico: Artur Jorge.
  • BOCA JUNIORS - Brey; Weigandt, Di Lollo, Ayrton Costa e Blanco; Paredes, Ascacíbar, Delgado e Aranda (Figal); Merentiel (Zeballos) e Bareiro. Técnico: Claudio Ubeda.
  • GOL - Villarreal, aos 37 minutos do segundo tempo.
  • ÁRBITRO - Esteban Ostojich (URU).
  • CARTÕES AMARELOS - Fagner, Kaio Jorge, Gerson, Blanco, Ayrton Costa e Paredes.
  • CARTÃO VERMELHO - Bareiro.
  • RENDA - R$ 4.666.867,50.
  • PÚBLICO - 59.126 torcedores.
  • LOCAL - Mineirão, em Belo Horizonte.
Estadão
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