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Stábile é denunciado pelo MP por apropriação indébita com prejuízo de R$ 720 mil ao Corinthians

Presidente corintiano é acusado de usar recursos do clube para custear empresa de segurança privada; Promotor pede afastamento do cargo e proibição de entrar no Parque São Jorge

15 set 2026 - 14h22
(atualizado às 14h38)
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Resumo
O Ministério Público de SP denunciou o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, por apropriação indébita ao usar cerca de R$ 720 mil do clube para pagar a Bear Security, empresa de segurança irregular que atuava em benefício pessoal e familiar. O promotor pediu o afastamento de Stábile, bloqueio de bens e medidas restritivas. O clube alega cumprimento dos trâmites internos, enquanto o dirigente não se manifestou. A empresa não possuía aval da PF e emitia notas fiscais somente ao time.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, pelo crime de apropriação indébita no caso da empresa Bear Security. Segundo a denúncia, a que o Estadão teve acesso, o cartola teria utilizado recursos do clube para custear uma empresa de segurança privada irregular que serviria apenas a ele e à sua família.

O Corinthians sustenta que a contratação passou pelos trâmites internos corretamente. Stábile foi procurado e não se manifestou sobre o caso.

O MP diz que o prejuízo estimado aos cofres do Corinthians é de R$ 721.194,66. Ele teria, conforme a denúncia, repassado 15 pagamentos à Bear Security entre julho de 2025 a agosto de 2026, com valores entre R$ 33 mil a R$ 65 mil.

Osmar Stábile, presidente do Corinthians, é denunciado por apropriação indébita
Osmar Stábile, presidente do Corinthians, é denunciado por apropriação indébita
Foto: Taba Benedicto/ Estadão / Estadão

O promotor Cassio Conserino afirma que a empresa contratada não tinha autorização da Polícia Federal e emitia notas fiscais exclusivamente para o clube. Ele pediu à justiça o afastamento de Stabile do cargo e outras medidas cautelares:

  • Proibição de acesso às dependências do Corinthians;
  • Proibição de contato com testemunhas e dirigentes;
  • Proibição de deixar o país, sem autorização judicial;
  • Proibição de viajar, dentro do país, sem autorização judicial por mais de 8 dias.

O promotor também requer o bloqueio de bens do dirigente, "reparação por danos morais e ressarcimento por danos materiais" ao Corinthians, e que o caso seja encaminhado à comissão de ética do clube.

Na semana passada, o MP havia dado cinco dias para que Stábile explicasse a contratação da Bear Security. O prazo terminou no último sábado.

A empresa é considerada irregular e teria sido contratada com recursos do clube para a segurança privada de Stábile.

A investigação do MP-SP foi aberta no começo de agosto para apurar o uso de recursos do Corinthians na contratação da empresa, que faria a segurança privada de Stábile.

Quando o caso veio à tona, em junho, o Corinthians afirmou que Stábile "solicitou a contratação da empresa por relação de confiança nos profissionais" e que o contrato "passou pelo sistema de compliance".

Fundada em janeiro de 2025, a Bear Security tem registros de serviços prestados apenas ao clube, no valor de R$ 586.987,65, como mostrou reportagem do Sport Insider, em junho. Sediada no bairro do Realengo, no Rio, a empresa tem em seu quadro dois profissionais que foram policiais militares e trabalharam para Stábile e familiares antes da posse. Em outubro de 2024, os dois viajaram ao Nordeste com Stabile, à época vice-presidente de Augusto Melo, para um casamento.

Estadão
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