MP denuncia Osmar Stabile e cobra R$ 1,2 milhão na Justiça
Ministério Público acusa dirigente de usar recursos do Corinthians para bancar segurança particular e pede bloqueio de bens
O Ministério Público de SP denunciou o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, por apropriação indébita continuada, acusando-o de usar mais de R$ 720 mil do clube para pagar sua segurança pessoal via empresa irregular. A Promotoria cobra R$ 1,2 milhão entre ressarcimento e danos morais, além de solicitar o bloqueio de bens do dirigente, seu afastamento das funções, a proibição de frequentar o clube e de deixar o país, apontando indícios de gestão temerária e desvio de recursos.
O Ministério Público de São Paulo denunciou Osmar Stabile, presidente do Corinthians, por crime de apropriação indébita continuada. De acordo com a Promotoria, o dirigente utilizou recursos do clube para custear despesas particulares relacionadas à sua segurança. Com isso, a Justiça vai analisar o caso.
O promotor Cássio Roberto Conserino apresentou a denúncia, que envolve a contratação da Bear Security Ltda. A empresa teria atuado na segurança pessoal de Stabile, mas, de acordo com o Ministério Público, não possui autorização da Polícia Federal para prestar esse tipo de serviço. A apuração aponta ainda que o Corinthians seria seu único cliente desde a criação.
MP pede bloqueio de bens do presidente do Corinthians
De acordo com a denúncia, os pagamentos à empresa começaram em julho de 2025, antes mesmo de Stabile assumir a presidência do Corinthians. O contrato formal entre a Bear Security e o clube, porém, só teria sido assinado em março de 2026. A Promotoria também aponta que a empresa está registrada em nome da esposa de um dos policiais militares que já faziam a segurança do dirigente.
O Ministério Público pede que Stabile devolva R$ 721.194,66 aos cofres do Corinthians. Além disso, a Promotoria solicita o pagamento de outros R$ 540.895,99 por danos morais, valor calculado em 75% do prejuízo material. Para garantir eventual ressarcimento, o órgão também pediu o bloqueio de bens do presidente.
Além disso, a Promotoria apresentou ainda uma série de medidas cautelares contra Stabile durante o andamento do caso. Entre os pedidos estão a proibição de acesso às dependências do Corinthians e a restrição de contato com testemunhas e outros dirigentes. O MP também quer suspender qualquer função de representação institucional exercida pelo presidente.
Outro pedido apresentado à Justiça é a proibição de Stabile deixar o país sem autorização judicial. Para justificar as medidas, Cássio Roberto Conserino afirmou que a investigação encontrou indícios de gestão temerária e possível desvio de finalidade e recursos. O promotor também pretende encaminhar o material à Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social.
"Ressalte-se que, embora a intervenção judicial em entidade associativa constitua medida de natureza cível alheia à jurisdição penal, os elementos colhidos nesta investigação revelam indícios gritantes de gestão temerária, desvio de finalidade, de recursos e risco à integridade institucional do Corinthians. Não por outra razão oficiaremos a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social com o objetivo de municiá-los", citou Cássio Roberto Conserino.
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