MP denuncia Osmar Stábile por suposto uso de recursos do Corinthians para segurança particular
MP denuncia Osmar Stábile por suposto uso de R$ 721 mil do Corinthians em segurança particular e pede ressarcimento, bloqueio de bens e medidas cautelares.
O Ministério Público de São Paulo denunciou o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, por apropriação indébita continuada ao supostamente usar R$ 721 mil do clube para pagar sua segurança particular via empresa irregular. A Promotoria pediu o ressarcimento do valor, R$ 540 mil por danos morais à imagem da equipe e o bloqueio de bens do dirigente, além de medidas cautelares que incluem seu afastamento institucional, veto de acesso às dependências do clube e proibição de deixar o país.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, por suposta apropriação indébita continuada de recursos do clube para custear serviços de segurança pessoal. A denúncia foi apresentada à Justiça em 11 de setembro de 2026 e tramita no Foro dos Juizados das Garantias da Capital.
Segundo a Promotoria, aproximadamente R$ 721.194,66 foram pagos pelo Corinthians à empresa Bear Security entre julho de 2025 e agosto de 2026. Para o MP, os serviços teriam sido destinados à segurança particular de Stábile e, possivelmente, de familiares, e não à proteção institucional do clube.
A denúncia aponta que Stábile teria usado sua posição como presidente para fazer com que o Corinthians assumisse uma despesa que, na avaliação do Ministério Público, deveria ser de responsabilidade pessoal do dirigente. A Promotoria sustenta ainda que a prática teria ocorrido de forma continuada.
O Ministério Público de São Paulo denunciou o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, por suposta apropriação indébita de recursos do clube utilizados para custear serviços de segurança pessoal.
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— Pedro Ramiro (@_pedroramiro) September 15, 2026
O caso envolve a contratação da Bear Security Ltda., empresa apontada na investigação como responsável pela segurança particular do presidente. De acordo com o MPSP, a companhia não possui autorização da Polícia Federal para prestar esse tipo de serviço e teria o Corinthians como único cliente desde sua fundação.
Ainda segundo a denúncia, a empresa está registrada em nome da esposa de um dos policiais militares que já prestavam serviços de segurança a Stábile antes de sua posse como presidente do Corinthians. Os pagamentos teriam começado em julho de 2025, enquanto o contrato formal entre a Bear Security e o clube foi assinado somente em março de 2026.
Além do ressarcimento de R$ 721.194,66 aos cofres do Corinthians, o Ministério Público pediu que Stábile pague R$ 540.895,99 por danos morais relacionados ao suposto abalo institucional e reputacional causado à imagem do clube. A Promotoria também solicitou o bloqueio de bens do dirigente para garantir o pagamento dos valores.
O MP pediu ainda medidas cautelares contra Stábile, incluindo a proibição de acesso às dependências do Corinthians, veto ao contato com testemunhas e outros dirigentes, suspensão de qualquer função de representação institucional do clube e proibição de deixar o país sem autorização judicial.
Na denúncia, o promotor Cássio Roberto Conserino afirmou que a investigação reuniu "indícios gritantes de gestão temerária, desvio de finalidade, de recursos e risco à integridade institucional do Corinthians". O Ministério Público informou também que pretende encaminhar os elementos apurados à Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social.
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