PUBLICIDADE
Logo do Corinthians

Corinthians

Favoritar Time

Quais as armas do Corinthians de Mano Menezes para chegar à final da Sul-Americana?

Em sua terceira passagem pelo clube, técnico pode conquistar primeiro título continental da carreira, mas precisa passar do Fortaleza nesta terça; time tem problemas defensivos e é péssimo visitante na temporada

3 out 2023 - 09h40
(atualizado às 12h41)
Compartilhar
Exibir comentários

O Corinthians tem nesta terça-feira seu primeiro desafio sob o comando de Mano Menezes. E é de vida ou morte. Anunciado na última quinta-feira, o treinador não esteve à frente da equipe no clássico com o São Paulo por causa de uma suspensão automática enquanto ainda treinava o Internacional. Sidnei Lobo, auxiliar técnico, comandou a equipe na derrota por 2 a 1 no Morumbi. O time alvinegro enfrenta o Fortaleza, na Arena Castelão, nesta terça-feira pela semifinal da Copa Sul-Americana, após empate por 1 a 1 na partida de ida. Em menos de uma semana e com apenas três sessões de trabalho, o treinador tem a missão de reverter o legado deixado por Vanderlei Luxemburgo.

Guardada as proporções, o cenário de Mano Menezes se assemelha ao de Cuca, quando o técnico comandou a equipe em duas partidas em abril, antes de pedir demissão por causa da pressão da torcida diante do caso de crime sexual que foi condenado, na década de 1980, pela Justiça suíça. Uma destas partidas foi de mata-mata, contra o Remo, pela Copa do Brasil. O treinador permaneceu apenas uma semana no cargo, mas conseguiu garantir a classificação, apesar de derrota por 2 a 0 na ida, em Belém.

Mano iniciou sua carreira de treinador na década de 1990, no Rio Grande do Sul, e tem na Copa Sul-Americana a primeira chance de conquistar um torneio continental por clubes. Nas duas primeiras passagens pelo Corinthians, entre 2008 e 2010 e em 2014, disputou apenas uma vez a Libertadores. Na ocasião, no ano do centenário do clube (2010), foi eliminado pelo Flamengo nas oitavas de final.

Retrospecto como visitante no ano

Para avançar à decisão da Sul-Americana, que seria a primeira final continental do time desde o título inédito da Libertadores em 2012, o Corinthians precisa ganhar, por qualquer placar, ou empatar e garantir a vitória nos pênaltis. A segunda possibilidade é a mais viável, visto que o clube, durante o período que foi comandado por Luxemburgo, não vence uma partida como visitante desde julho, há quase três meses.

Na ocasião, venceu o Universitario, do Peru, pela Sul-Americana. Desde então, foram oito jogos - quatro derrotas e quatro empates. Um aproveitamento de 16,7%. O cenário como visitante é, inclusive, uma das fraquezas do Corinthians, desde que Fernando Lázaro iniciou o trabalho na temporada, em janeiro. Neste ano, o time disputou 29 partidas nesta condição. Foram cinco vitórias, oito empates e 16 derrotas. Aproveitamento de 26,4%.

Fraquezas no elenco

O Corinthians pouco se reforçou no início desta temporada e trouxe apenas Romero como reforço em janeiro. Com Luxemburgo, passou a utilizar dos atletas das categorias de base para os momentos mais decisivos. Gabriel Moscardo, por exemplo, foi lançado ao time titular, de onde não saiu mais, pelo ex-treinador.

Por outro lado, o cenário que Mano encontra no Corinthians preocupa. Nas últimas janelas de transferências, o clube perdeu peças importantes. Róger Guedes, Murillo e Adson eram utilizados com frequência por Luxemburgo, mas foram negociados nos últimos meses, enfraquecendo a equipe. Contra o São Paulo, o treinador, mesmo sem estar à beira do gramado, optou por poupar seus titulares, focando no duelo com o Fortaleza. Cássio, Gil e Maycon foram os únicos jogadores que iniciaram a partida de ida da semifinal, na última terça-feira, e jogaram os 90 minutos neste sábado. Fagner, Lucas Veríssimo, Fábio Santos, Gabriel Moscardo e Yuri Alberto não entraram em campo.

Esperança

Matías Rojas ainda é dúvida para o jogo. Principal contratação do time, durante a janela de transferências do meio do ano, o paraguaio não atuou na ida e se recupera de problema muscular. Ele treinou nesta segunda-feira e foi relacionado para a partida, mas a titularidade ainda é questionada. "Ele foi a campo, está melhor e será reavaliado. Ainda não tenho informação para dar, porque as coisas aconteceram muito rápido, mas ele está tendo evolução", afirmou Sidnei Lobo após o jogo contra o São Paulo. Se Rojas atuar, o Corinthians será mais forte no Ceará.

Problemas defensivos e idade

A defesa do Corinthians nesta temporada é um dos principais motivos de crítica dos torcedores. Além de perder Murillo, atleta mais jovem desse setor, quatro dos cinco atletas da posição já estavam no elenco quando Mano comandava o clube em 2014: Cássio, Fábio Santos, Fagner e Gil. A média de idade deles é de 36 anos, enquanto a de todo elenco corintiano é de 26 anos. É uma zaga envelhecida.

Mano foi questionado quanto a esse problema em sua primeira entrevista na sexta-feira, quando foi apresentado pelo presidente Duílio Monteiro Alves. Ao menos até a pré-temporada esses medalhões serão mantidos, mas o treinador garante que não irá ter uma "barca" no elenco ao fim do ano. Destes, Gil é o único que não tem contrato para 2024. O rendimento dos jogadores, até dezembro, prevalecerá para a decisão de sua continuidade no elenco.

Ponto forte

Renato Augusto ainda é o principal articulador do time, mas ele não tem jogado bem. A sorte do Corinthians passa pelos seus pés nesta terça-feira. Yuri Alberto é o homem de frente. Também alterna boas a más apresentações, mas tem de esforçado. Ganhar o meio de campo é a maior chance do time de Mano. Pelas laterais, Fagner aparece como opção de ataque, mas precisa de cobertura. Gil, nas bolas aéreas, é um perigo.

Nos pênaltis

Talvez seja a melhor chance de o Corinthians se garantir na final, com Cássio no gol. O goleiro é decisivo nos pênaltis. Com outro empate, a decisão vai para os tiros livres, de modo que Cássio pode fazer a diferença. Isso, claro, desde que os batedores corintianos façam sua parte.

Estadão
Compartilhar
Publicidade
Publicidade