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Olha Ele! 100% atleticano, Guilherme mira A-3 e lamenta vice no Corinthians

6 out 2013 - 08h05
(atualizado às 08h06)
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Guilherme em treino do Marília, seu último clube: paixão pelo Atlético-MG e admiração pelo Corinthians
Guilherme em treino do Marília, seu último clube: paixão pelo Atlético-MG e admiração pelo Corinthians
Foto: Marília / Divulgação

Mesmo que prejudicado pela Data Fifa que não é reconhecida no calendário da CBF, Atlético-MG e Corinthians causam certa expectativa pelo encontro deste domingo, no Estádio Independência, em Belo Horizonte. Afinal, trata-se dos dois últimos campeões da Copa Libertadores, um encontro que o agora treinador Guilherme Alves, ídolo atleticano e também ex-jogador corintiano, gostaria muito de assistir. Mas não será possível.

Recentemente contratado pelo Novorizontino para a Série A-3 do próximo Campeonato Paulista, Guilherme tem um rotina aos fins de semana: viajar o interior de São Paulo atrás de reforços para o próximo ano. "Aos sábados, vejo jogos da Bezinha (quarta divisão) e aos domingos da Copa (Federação) Paulista", conta o único jogador a marcar três vezes em uma final de Campeonato Brasileiro. 

Hoje aos 39 anos, ele espera seu primeiro trabalho de sucesso depois de quase cinco temporadas de preparação para se tornar treinador. "Parei em 2006 e só fui começar em 2011, pelo Ipatinga. Tirei certificado, estudei, não tive pressa. Fiz estágios com o Muricy Ramalho, o Gallo, Silas, Vagner Mancini e Vanderlei Luxemburgo no próprio Atlético-MG. Sou um cara que não abro mão do comando", conta ao Terra

Ídolo do Atlético-MG, Guilherme despontou com Brasileiro em 1999

Para se estabelecer em mais uma carreira, Guilherme carrega as lembranças de sucesso dos tempos de jogador. Os melhores momentos, sem dúvida alguma, foram com a camisa atleticana. Em 205 jogos, marcou 139 gols. Foi duas vezes campeão mineiro, em 2000 e 2004, e marcou seu nome ao lado de Marques, o melhor parceiro que teve na carreira. 

Guilherme e Marques fizeram parceria marcante no Atlético-MG
Guilherme e Marques fizeram parceria marcante no Atlético-MG
Foto: Galo Digital / Divulgação

"Quando joga o Atlético, para mim é diferente. Não tenho como negar e nunca neguei que para mim é diferente. Pela história que tenho no clube, pelas marcas individuais, por ter chegado à Seleção. O Atlético para mim é diferente", explica. Ele só lamenta que, em 1999, o título brasileiro tenha escapado contra o Corinthians, que seria seu clube seguinte.

"Esse campeonato é um divisor de águas na minha vida. Fiz 28 gols em 27 jogos (foi o artilheiro da edição). Foi onde realmente mudou toda a minha vida", conta com uma certa dose de emoção. "Nosso time iria lutar para não cair, eram muitas dificuldades. Sem Centro de Treinamento, sem estrutura, nada. A gente tinha que fazer romaria para treinar. O Corinthians era muito, muito superior tecnicamente. Mas nosso time se uniu. Decidiu jogar para vencer em vez de reclamar".

Decidido a vencer, o Atlético-MG abriu a série de finais e Guilherme marcou, a 15 segundos, o gol mais rápido da história das decisões do Brasileiro. O primeiro jogo terminou em 3 a 2, mas com um problema sério. "Para mim, não fomos campeões porque o Marques se machucou. Não tínhamos, nem de longe, um substituto à altura. Nem para ele e nem para mim. Quando ele machucou, pensei que ia ficar difícil". 

Alecsandro se emociona ao comentar lesão do irmão Richarlyson:

Sem Marques e com seu time mais marcante tecnicamente em todos os tempos, o Corinthians passeou no segundo jogo no Morumbi. Ricardinho e Kléber deram assistências preciosas e Luizão selou a vitória por 2 a 0. O título corintiano foi confirmado em empate sem gols três dias depois.

A temporada de Guilherme no Corinthians parou nas mãos de Fábio Costa

Em 2002, logo depois de conquistar a Copa Rio-São Paulo (disputada por 16 equipes) e a Copa do Brasil, o Corinthians buscou um reforço importante para tentar o título brasileiro. Guilherme foi contratado por empréstimo para fazer partidas como aquela marcante na decisão de 1999. O sucesso da empreitada parou nas pedaladas de Robinho e nas mãos de Fábio Costa, heróis do Santos.

"O Corinthians tinha sido campeão de tudo. Já cumpriu tudo no primeiro semestre e não adianta falar que isso não muda as coisas, porque muda. Era brigar por uma boa campanha, mas o time era tão bom, tão bom, que atropelou. Mas na finhal tinha um time com mais tesão de ser campeão. Um jogador especial (Robinho), mas o grande nome foi o Fábio Costa", explica o centroavante. 

Rodriguinho é apresentado oficialmente no Corinthians:

Em 16 jogos naquele Brasileiro, Guilherme fez 13 gols. Mas ao contrário de 1999, parou na decisão e não conseguiu ir às redes. O centroavante teve duas oportunidades claríssimas, no começo e no fim do primeiro tempo na finalíssima. Lances idênticos, na cabeça, um ponto forte de Guilherme. Fábio Costa voou para espalmar as duas e confirmar o título para os Meninos da Vila.

"Foi muito importante jogar no Corinthians para ver realmente o tamanho que tem. Corinthians e Flamengo é muito diferente. É uma pressão muito grande, tudo que você faz aparece muito mais. E quando não acontece também é algo muito grande", explica. 

Foram meses difíceis para Guilherme em seu retorno ao futebol paulista, onde havia aparecido pelo São Paulo no começo dos anos 90. Em outubro de 2002, um acidente automobilístico que envolveu o então atacante corintiano tirou a vida de duas pessoas em Marília. Ele naturalmente se abalou por algum tempo, mas nega que não estivesse bem na final. "Estava tranquilo". O acidente segue um tabu na vida de Guilherme, que ainda evita tocar no assunto mesmo 11 anos depois. 

Atacante é o único na história do Brasileiro com três gols nas finais
Atacante é o único na história do Brasileiro com três gols nas finais
Foto: Galo Digital / Divulgação

Fonte: Terra
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