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Mario Gobbi lança candidatura à presidência do Corinthians e ataca Andrés Sanchez

Mandatário alvinegro entre 2012 e 2015, Gobbi promete priorizar saúde financeira do clube caso seja eleito

4 jul 2020
22h08
atualizado às 22h08
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Mario Gobbi lançou sua candidatura à presidência do Corinthians, neste sábado, cargo que já exerceu entre os anos de 2012 e 2015. O delegado de polícia não perdeu a oportunidade de criticar Andrés Sanchez, atual presidente e seu antigo aliado.

"Fui chamado para uma emergência, uma gestão de quebra de paradigmas. Essa gestão não é a gestão da vaidade, é a gestão de dizer não. Não pode isso, isso não dá, tem que cortar. Nenhum presidente quer fazer isso. O presidente assume o ônus de ser, mas ele quer ganhar títulos. Posso até ganhar títulos, mas essa não é a gestão que se vislumbra. É a de corte. Da antivaidade", disse Gobbi, que vai disputar as eleições em 28 de novembro.

As dívidas atuais do clube também foram abordadas pelo ex-diretor do clube entre 2007 e 2010. "Eu recebi o clube com R$ 178 milhões em dívidas, e entregamos o clube com R$ 314 milhões. Portanto, fizemos uma dívida nos três anos de R$ 136 milhões. Na gestão, nós investimos em valores, em patrimônio. Dentre esses, trouxemos Gil, Renato Augusto, Romarinho e outros. O meu sucessor, após seis meses, vendeu esses jogadores e obteve R$ 144 milhões de receitas. Bom, receitas fruto da despesa que eu tive de comprar os jogadores. Portanto a gestão fez um lucro de R$ 8 milhões."

Após duas horas, Gobbi indicou o que pretende fazer na direção do Corinthians: priorizar a saúde financeira do clube, realizar uma auditoria em todos os departamentos do clube, criar plano de carreira para os funcionários administrativos, ampliar o quadro de sócios-torcedores e reformular os planos do programa, contratar profissionais de mercado para cargos técnicos, implementar uma gestão transparente, com divulgação mensal de balancetes e criação de um programa de conformidade, reaproximar o clube de grandes empresários para atrair investimentos e tornar a Arena multiuso.

Sem revelar quais serão seus vice-presidentes, Gobbi não se entusiasma com um possível retorno do atacante argentino Carlitos Tevez, que revelou recentemente o Corinthians como um possível time para o fim de sua carreira.

"Como tudo o que faremos, depende dos números. O Corinthians não está "naquela" fase. Ó que gostoso, amamos o Tevez, ele é ídolo, quem não gosta do Tevez? Os números batem? Fecham? Sim, é o Tevez, mas de quem são as contas? O Tevez é meu ídolo, eu amo o Tevez, ele marcou na história do clube, mas ele vem para encerrar a carreira, fazer um período de festas, com que olhos nós temos que ver isso? Não sei o que ele pretende. Vai chegar, jogar como está? Ou vai querer fazer um período de festas?"

Estadão
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