Garro aponta possível perseguição dentro do Corinthians: 'Alguém quer meu mal'
Meia argentino comenta cobranças internas, fala sobre possíveis atritos no elenco e recebe apoio de Gustavo Henrique.
Em coletiva, o meia Rodrigo Garro desabafou sobre rumores de atritos no Corinthians, sugerindo perseguição interna de alguém que quer prejudicar ele e sua família, embora sua postura de cobrança divida opiniões no CT. O zagueiro Gustavo Henrique defendeu o argentino, destacando sua união com o elenco. Já o técnico Clarence Seedorf barrou perguntas sobre crises nos bastidores, exigindo foco total no duelo contra o Mirassol e na recuperação do time no Campeonato Brasileiro.
Rodrigo Garro se manifestou sobre os rumores de problemas de relacionamento nos bastidores do Corinthians. Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (29), na Neo Química Arena, o meia argentino afirmou acreditar que alguém dentro do clube pode estar agindo contra ele e sua família. Apesar das especulações, o jogador evitou aprofundar o assunto e garantiu estar concentrado no próximo compromisso da equipe.
Conforme informações divulgadas pelo ge, Garro é um dos atletas que mais cobram mudanças internas no Corinthians. A postura exigente do argentino divide opiniões entre funcionários do CT Joaquim Grava. Enquanto alguns enxergam suas cobranças como uma demonstração de profissionalismo, outros avaliam que o meia ultrapassa os limites em determinadas situações.
Durante a coletiva, o camisa 8 afirmou que não acompanha as notícias sobre os possíveis atritos e que soube dos comentários por meio de brincadeiras dos companheiros no vestiário.
"Quem me conhece tanto aqui quanto fora sabe que classe de pessoa eu sou. Sabe o quanto eu gosto do clube, eu brigo para que as coisas aconteçam aqui. Hoje não é importante falar do Garro. Sei que faz parte das estatísticas, a gente está devendo", declarou.
Na sequência, o argentino fez um desabafo sobre a situação e levantou a possibilidade de sofrer uma perseguição dentro do clube.
"É difícil falar se sou gente boa ou não. Acho que tem alguém dentro que está querendo o mal para mim ou minha família, como também passaram coisas do que aconteceu no jogo do Palmeiras, muitas mentiras. Como o professor falou, é o momento de focar nas coisas que o clube tem pela frente", afirmou.
Garro também disse acreditar que o tempo será responsável por mostrar sua verdadeira personalidade e reforçou que não costuma utilizar a imprensa para responder às críticas.
"O tempo vai falar a verdade sobre a minha personalidade. Não sou eu que vou falar agora ou depois. Eu nunca saí falando. Não sou de aparecer na mídia, mas não sou eu que tem que falar da minha personalidade. O tempo e Deus vão colocar quem verdadeiramente sou eu", completou.
Gustavo Henrique defende Garro
Presente na coletiva, o zagueiro Gustavo Henrique saiu em defesa do companheiro e garantiu que o argentino tem uma boa relação com o grupo. O defensor também demonstrou incômodo com a repercussão dos rumores em um momento delicado para o Corinthians dentro de campo.
"Eu posso garantir que ele é uma pessoa boa, uma pessoa unida. Essas coisas que saem chateiam. É ruim isso sair na mídia, já estamos mal em campo e quando isso sai na mídia atrapalha", disse.
O zagueiro ainda reforçou que considera Garro uma pessoa positiva e pediu união entre os jogadores para superar a fase.
Seedorf interrompe perguntas sobre ambiente interno
A entrevista também foi marcada pelas intervenções de Clarence Seedorf. Antes de Garro responder sobre sua relação com os demais jogadores, o treinador interrompeu o meia e pediu que os questionamentos fossem direcionados ao confronto contra o Mirassol.
"Em duas semanas, já ouvi a sua pergunta várias vezes. Já deu, tem que respeitar as respostas. Não vamos criar polêmica, vamos perguntar do jogo. Façam perguntas sobre o jogo, não sobre o relacionamento do grupo. Não há momento ruim no grupo, posso garantir a vocês", afirmou.
Pouco depois, Seedorf voltou a intervir quando os jornalistas perguntaram sobre a queda de rendimento do Corinthians na Neo Química Arena. O técnico explicou que não deseja que os jogadores fiquem presos aos acontecimentos anteriores e reforçou a importância de concentrar os esforços nos próximos compromissos.
"Não gosto que meus jogadores falem sobre o passado, isso não nos traz nada. Eles estão aqui para pensar no hoje e no amanhã, isso é importante. Caso contrário, você quebra o nosso trabalho aqui", declarou.
O Corinthians enfrenta o Mirassol nesta sexta-feira (30), pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe busca uma reação na reta final da competição.
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