Ele foi barrado no Corinthians e agora está processando o clube
A história do jogador Reginaldo Borim, de 19 anos, teve uma mudança inesperada no Corinthians. E atualmente, o atleta move uma ação na Justiça do Trabalho e cobra cerca de R$ 10,5 milhões do clube. O motivo da cobrança é a desistência da equipe paulista em manter a contratação, devido a uma polêmica sobre a posição do jogador em campo.
O caso aconteceu em agosto de 2024. A diretoria assinou um acordo para o atleta atuar como lateral-esquerdo no time sub-18. A situação ficou complicada quando o registro da saída de Reginaldo de sua antiga equipe apareceu no Boletim Informativo Diário (BID). Na foto do documento, ele usava uniforme de goleiro.
A repercussão negativa começou quando a informação do sistema da CBF se tornou pública. Torcedores e conselheiros do clube passaram a criticar a diretoria e a questionar os critérios da contratação.
A defesa do atleta afirma no processo que a dispensa aconteceu de forma abrupta e sem justificativa. De acordo com a ação judicial, o garoto saiu do clube sem aviso formal, sem pagamento de verbas rescisórias e sem nenhum documento oficial assinado.
Conforme informações do portal 'GE', o impacto para o jogador foi direto. Os advogados relatam que Reginaldo já morava no alojamento do clube e tinha comemorado a transferência na internet. Com o cancelamento do contrato, o lateral desenvolveu depressão, iniciou tratamento médico e teve a continuidade da carreira prejudicada.
Em entrevistas para a imprensa esportiva na época da polêmica, a família do atleta explicou a confusão de informações. A experiência como goleiro durou apenas seis meses. O jovem não gostou da função e voltou a atuar na sua posição original.
Para reforçar a cobrança na Justiça, os advogados incluíram declarações de um ex-diretor das categorias de base do Corinthians. O dirigente admitiu em entrevistas que o garoto tinha qualidade técnica, mas a dispensa ocorreu para evitar problemas internos com o conselho do clube. A defesa aponta que o dirigente sabia dos prejuízos para a carreira do jovem, caracterizando a atitude como abuso de direito.
O processo detalha os valores exigidos: R$ 10 milhões pela quebra do contrato, R$ 500 mil por danos morais, além de salários não pagos e multas. O Corinthians informou que não comenta processos judiciais que ainda não foram julgados.
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