Diniz diz que Memphis se sente 'pior pessoa do mundo' e lamenta: 'É igual a quando morre alguém'
Técnico do Corinthians avalia falta de soluções para superar o Estudiantes pela Libertadores e cita desfalque de Yuri Alberto
Após a eliminação nas quartas da Libertadores com um pênalti perdido por Memphis Depay no fim do jogo, o técnico Fernando Diniz defendeu o atacante e assumiu a dor coletiva, comparando o revés à perda de alguém próximo. Diniz ressaltou que Memphis é batedor oficial, minimizou a culpa individual e lamentou desfalques como Yuri Alberto. Agora, restando apenas o Brasileirão, o Corinthians foca em reagir para se distanciar da zona de rebaixamento e terminar a temporada com dignidade.
Fernando Diniz demonstrou apoio a Memphis Depay após o holandês ter perdido um pênalti aos 50 minutos do segundo tempo na derrota com eliminação para o Estudiantes pelas quartas de final da Libertadores.
Segundo o treinador, o atacante é o batedor oficial da equipe e não "se escalou" para a cobrança. A penalidade seria cobrada por ele ou pelo argentino Rodrigo Garro. "Ele é acostumado, assim como o Garro. Qualquer um dos dois poderia bater", disse Diniz na entrevista coletiva após a partida.
O técnico respaldou o atacante, argumentando que todos perderam juntos. "Eu abracei o Memphis, o cara está se sentindo a pior pessoa do mundo neste momento, porque recai tudo sobre ele. E não é assim. No fundo, para bater pênalti, o cara tem de ter muita coragem", falou.
"Tomamos um gol que poderíamos ter evitado, não conseguimos produzir muito. Obviamente, o pênalti atrai os holofotes, mas ele é um jogador que aguenta esse tipo de situação, experiente. Está todo mundo junto nessa", completou.
Fernando Diniz foi enfático ao lamentar a derrota. "Está todo mundo muito triste. Hoje é um dia igual a quando morre alguém, de tristeza geral. Mas vamos ter de saber levantar, porque o Campeonato Brasileiro continua. Temos de melhorar, viemos de sequência muito ruim. É o time se juntar, fortalecer e terminar a temporada de uma maneira digna", projetou.
Na análise do treinador, as partidas contra o Estudiantes se assemelharam aos jogos contra o Rosario Central, adversário das oitavas de final. "O time não estava encontrando soluções para poder furar a defesa. Foi equilibrado e com poucas oportunidades, poucas finalizações, poucas chances, como foi contra o Rosario, no 11 contra 11?, apontou.
Diniz citou ainda a ausência de Yuri Alberto, lesionado. "Os desfalques que tivemos no elenco pesaram um pouco. O Yuri é um jogador que faz muita falta. É muito específico para aquela posição, a maneira como ele joga, ataca espaço, incomoda adversário. Acabou fazendo mais falta do que deveria", lamentou.
Agora o Corinthians disputa apenas o Brasileirão. O time está em 14º, com 32 pontos, quatro a mais que a primeira equipe na zona de rebaixamento. No domingo, os corintianos recebem o Fluminense pela 28ª rodada.
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