De 6 a 2 do Mirassol a renovação, Kleina vive melhor momento no Palmeiras
O técnico Gilson Kleina chegou ao Palmeiras no final de 2012 para tentar livrar a equipe do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Não conseguiu, foi mantido no cargo, passou por momento de turbulência no ano seguinte com direito até a derrota por 6 a 2 para o Mirassol, seguiu com respaldo e reconstruiu a equipe que foi campeã da Série B. Finalmente em 2014, o treinador renovou o contrato, vem colhendo os frutos do trabalho em longo prazo e encara o Corinthians no domingo com o status de favorito absoluto.
Com a melhor campanha do Campeonato Paulista e ainda invicto, Kleina tem motivos de sobra para comemorar antes do clássico contra o arquirrival Corinthians. Rebaixado em 2012, o treinador viu momentos de revolta da torcida após a goleada contra o Mirassol, conviveu com agressões de torcedores e protestos, tristeza pela eliminação na Copa do Brasil contra o Atlético-PR e, mesmo assim, manteve a cabeça erguida.
"Conheci o Gilson por meio de um amigo em comum e quando o Corinthians tinha acabado de conquistar o título da Série B, em Criciúma, fomos a Caxias e treinamos lá, conversei com ele sobre futebol, ele vem galgando como acredito que deva ser o caminho dos técnicos de forma lenta e consistente até chegar onde chegou e isso dá conhecimento grande de causa", elogiou Mano Menezes, treinador que será rival no domingo.
Gilson Kleina renovou com o Palmeiras no final do ano passado, após longa novela que teve direito a especulações de vários nomes para o cargo. De Vanderlei Luxemburgo, técnico com passado vitorioso no Palestra Itália, a Marcelo Bielsa, chileno que vinha sendo dado como candidato forte a assumiar a equipe no ano do centenário, Kleina ganhou força com a diretoria pela seriedade e pelos resultados obtidos ao longo da Série B. Domingo, contra o Corinthians, será mais um teste de fogo.
"Sabemos da força do adversário e não adianta para esse jogo fazer o que não temos feito. Tem que manter a dinâmica, a vontade de vencer, pois em uma situação dessas a força até se equivale. Posso até dizer que em correção do elenco ano passado não deixamos de fazer grandes jogos pela tradição da camisa do Palmeiras. Se nós só planejarmos enfrentar uma equipe com tradição e deixarmos de fazer o que temos feito vamos perder muito", analisou Kleina.
Uma curiosidade é que Kleina não perde clássicos pelo Palmeiras desde 2012. No ano passado, por exemplo, o treinador empatou todos os quatro duelos contra os três arquirrivais do time alviverde - só sofreu revés em cobranças de pênalti, diante do Santos. Neste ano, bateu o São Paulo por 2 a 0 e tem impecável campanha no Paulista de seis vitórias e um empate em sete confrontos disputados.
"Não tem coisa melhor do que o feeling do treinador no momento. Ele sabe o espírito da equipe, o momento que faz as trocas ou não. Muitas vezes avalia pelo último jogo e vê que dessa maneira se constrói uma estabilidade. Como clássico para a ser especial para todo mundo é claro que entra algo a mais. É o tipo de jogo que você tem que trabalhar vários fatores", expressou Kleina. O treinador e o Palmeiras encaram o Corinthians neste domingo, às 16h, no Pacaembu, pela oitava rodada do Campeonato Paulista.
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