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Corinthians teve déficit de R$ 131 milhões no 1º trimestre e busca R$ 143 mi para evitar rombo

Clube prevê a venda de atletas na segunda janela de transferências para cumprir meta orçamentária

12 mai 2026 - 10h09
(atualizado às 10h09)
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O Corinthians encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um déficit acumulado de de R$ 131,1 milhões, valor consideravelmente superior ao saldo negativo de R$ 36,4 milhões inicialmente projetado no orçamento para o período. Segundo o balancete divulgado pelo clube, um dos motivos para a discrepância nos valores foi a estratégia da diretoria de não realizar a venda de atletas na primeira janela de transferências para valorizar os ativos e priorizar o desempenho na Copa Libertadores.

De acordo com o documento, o Corinthians previa acumular R$ 75 milhões líquidos (aproximadamente 12,5 milhões de euros) com a negociação de direitos federativos no período. Agora, o clube terá de arrecadar 25 milhões de euros (cerca de 143 milhões) com a venda de jogadores para cumprir a meta e evitar o rombo no orçamento.

No início do ano, o Corinthians recebeu propostas da Lazio por Yuri Alberto e do Milan por André, ambas de aproximadamente de 20 milhões de euros (cerca de R$ 140 milhões). A diretoria recusou a proposta pelo camisa 9, mas chegou a avançar na venda do volante de 18 anos, que foi vetada de última hora pelo presidente Osmar Stábile.

Corinthians registrou déficit acima do orçado no primeiro trimestre.
Corinthians registrou déficit acima do orçado no primeiro trimestre.
Foto: Taba Benedicto/ Estadão / Estadão

Além da ausência de receitas com transferências, o resultado financeiro foi impactado por itens não recorrentes que somaram R$ 38,6 milhões, não previstos na previsão orçamentária original. Entre os gastos pontuais estão R$ 32,5 milhões referentes à premiação pela conquista da Copa do Brasil de 2025, paga ao elenco profissional em janeiro deste ano, além de R$ 6 milhões para a quitação da contratação de Félix Torres, imprescindível para a derrubada do transfer ban da Fifa e a inscrição de novos jogadores.

Sem essas despesas extraordinárias, a administração sustenta que o déficit do período seria de apenas R$ 17,5 milhões.

Ainda de acordo com o balancete, o Corinthians registrou um Ebitda negativo de R$ 8,9 milhões, enquanto as despesas financeiras líquidas totalizaram R$ 54 milhões no trimestre. Para gerir o fluxo de caixa e honrar compromissos imediatos, o clube realizou operações de antecipação de recebíveis e ampliou a captação de empréstimos.

Atravessando grave crise financeira, o Corinthians amarga atualmente uma dívida de R$ 2,7 bilhões. O principal credor do Corinthians é a Caixa Econômica Federal, cuja dívida pelo financiamento da Arena em Itaquera encerrou 2025 em R$ 642 milhões. Apesar dos títulos do Paulistão e da Copa do Brasil, o clube registrou déficit de R$ 143 milhões em no ano passado.

Estadão
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