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Dívida sobe para R$ 475,9 mi, e Corinthians faz empréstimo

Futebol fecha no azul, mas parte social continua causando prejuízo ao clube

5 jun 2018 - 16h02
(atualizado às 16h31)
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Andrés Sanchez, presidente do Corinthians
Andrés Sanchez, presidente do Corinthians
Foto: Daniel Vorley/Agif/Gazeta Press

O Corinthians divulgou nesta terça-feira o balanço financeiro dos três primeiros meses do ano e mostrou que sua dívida aumentou 6%, passando de R$ 448,4 milhões para R$ 475,9 milhões. Para conseguir honrar seus compromissos, o clube precisou pegar R$ 12 milhões de empréstimos bancários, embora tenha recebido R$ 38,5 milhões com a venda de jogadores.

O vilão das finanças corintianas é o clube social, que fechou no negativo em R$ 8,5 milhões. Por outro lado, o futebol ficou no azul, com R$ 5,8 milhões. Vale lembrar que os dados são até março, logo, não está contabilizado a venda do volante Maycon ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.

Além da venda de jogadores, o Corinthians também faturou R$ 51 milhões com direitos de transmissão de TV, R$ 6,6 milhões em patrocínios - lembrando que o clube não tem um patrocínio master - e mais R$ 2,4 milhões com o programa de sócio-torcedor Fiel Torcedor, dentre outras receitas.

Em relação as despesas, os valores mais relevantes são R$ 10,9 milhões de custos com a contratação de jogadores além de R$ 12 milhões de gastos com a área social. Reduzir os custos do Parque São Jorge foi uma das promessas de campanha do presidente Andrés Sanchez.

A falta de recursos faz com que a diretoria deixe claro que não pretende fazer grandes investimentos na contratação de reforços e que a aposta será em jovens atletas, como os atacantes Matheus Matias e Bruno Xavier e o meia Thiaguinho.

 
Estadão
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