Corinthians fecha acordo envolvendo dívida de quase R$ 100 milhões
O Corinthians fechou um acordo judicial para quitar, de forma parcelada via Regime Centralizado de Execuções, uma dívida de R$ 10,2 milhões com o empresário Carlos Leite referente a comissões e direitos de imagem. O desfecho evita bloqueios imediatos de valores no clube, mas traz apenas alívio parcial: outras duas ações movidas por empresas ligadas ao agente seguem em tramitação e totalizam cerca de R$ 81,1 milhões, mantendo o endividamento total com Leite próximo da marca de R$ 100 milhões.
Uma das principais pendências financeiras do Corinthians com o empresário Carlos Leite teve um desfecho nos tribunais, mas a solução está longe de encerrar o problema. O clube fechou um acordo para quitar uma cobrança judicial de R$ 10,2 milhões, enquanto o conjunto das dívidas relacionadas ao agente se aproxima de R$ 100 milhões.
O processo encerrado envolve comissões pela chegada de Fellipe Bastos ao Timão e valores referentes a direitos de imagem que ficaram em aberto. Conforme informou o ge, o acordo foi homologado pela 43ª Vara Cível. O Corinthians abriu mão de apresentar recurso contra a condenação e, em contrapartida, evitou novos gastos com custas e honorários.
Carlos Leite, por sua vez, aceitou receber os R$ 10,2 milhões de forma parcelada por meio do Regime Centralizado de Execuções (RCE), mecanismo utilizado pelo clube para organizar o pagamento de seus débitos. A medida permite que o Timão cumpra a obrigação sem enfrentar, neste momento, o risco de bloqueios imediatos de valores.
O alívio, entretanto, é apenas parcial. Segundo levantamento divulgado pelo Terra e pelo ge, outras duas ações movidas por empresas ligadas ao empresário ainda representam aproximadamente R$ 81,1 milhões em cobranças atualizadas.
Um passado que ainda pesa no caixa
A maior dessas disputas envolve a B&C Consultoria, com cerca de R$ 54,6 milhões. O processo reúne negociações realizadas entre 2018 e 2022, incluindo renovações de contratos de Cássio e Fagner, além de operações envolvendo Renato Augusto, Gil, Mateus Vital, Camacho e Jonathas.
Já a ação da RC Consultoria chega a aproximadamente R$ 26,5 milhões e está relacionada a intermediações como a renovação de Cássio em 2014, a contratação de Fagner no ano seguinte e as negociações envolvendo Ramon Motta e Elias.
A origem do conflito remonta ao fim da gestão de Duilio Monteiro Alves. Na época, houve uma tentativa de utilizar créditos que o Corinthians tinha a receber da Brax para viabilizar o pagamento ao empresário. Como a empresa não aceitou participar da operação, o acordo fracassou e as cobranças acabaram na Justiça.
Agora, o primeiro processo foi incorporado ao RCE. As outras duas ações, porém, continuam em tramitação e mantêm a dívida com Carlos Leite perto da marca de R$ 100 milhões.
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