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Corinthians evita pressionar, mas reconsidera sobre volta do futebol devido à crise financeira

12 jun 2020
05h08
atualizado às 05h08
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Em 15 de abril, a Gazeta Esportiva informou que o Corinthians não enxergava, à época, de que maneira o Campeonato Paulista poderia ser retomado devido ao descontrole do país sobre o coronavírus.

Mais tarde, em 1º de maio, pouco antes de nova reunião com clubes e Federação Paulista de Futebol, a reportagem voltou a publicar apuração que tratava sobre a manutenção da postura da direção alvinegra.

O Corinthians não entra em campo desde 15 de março, quando empatou com o Ituano por 1 a 1, em Itaquera, já sem a presença de torcedores

Agora, a percepção é diferente de outrora. A prorrogação do problema e a ausência de uma estimativa de quando a pandemia será controlada têm feito com que dirigentes corintianos reconsiderem.

O clube do Parque São Jorge não vai deixar de adotar o discurso responsável e cauteloso, quanto mais pressionar publicamente as autoridades para que os jogos voltem a acontecer, como tem feito o Flamengo, por exemplo.

Entretanto, internamente, já é quase unanime a opinião de que o Corinthians não tem como suportar por muito mais tempo a paralisação e a consequente queda em todas as receitas.

"Não tem como. (O futebol) precisa voltar. Ninguém sabe quando isso (pandemia) vai acabar. As pessoas precisam se adaptar, tomar os devidos cuidados, mas precisa voltar, se não vai ter que começar a mandar todo mundo embora", disse um diretor do clube à reportagem.

Nessa quinta, Andrés Sanchez participou do encontro com o prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Na ocasião, foi entregue ao político o Protocolo de Retomada Gradual dos Treinos.

"Viemos entregar o protocolo da flexibilização, mas as autoridades vão discutir. O Futebol não volta sem autorização. Só de terem nos recebido, perfeito. Agora tem que aguardar o 'ok'. Queremos voltar o mais rápido possível, mas não tem prazo para resposta, pode ser sábado, segunda… Eles vão ter a reunião deles na parte sanitária", comentou o mandatário corintiano.

A FPF espera que os clubes da Série A1 sejam autorizados pelos governantes a voltar aos treinos na próxima segunda-feira. Ainda não há previsão para a retomada do Campeonato Paulista. Nos bastidores, trabalha-se com a ideia de que a bola volte a rolar, no máximo, até o início de setembro.

O Corinthians não conseguiu pagar o salário de seus jogadores em abril, maio e junho. As pendências não param por ai e atingem até mesmo funcionários do clube que ganham menos de R$ 3 mil por mês, conforme revelou a Gazeta Esportiva.

O cenário financeiro atingiu um nível de preocupação que pode até não fazer o Corinthians esbravejar pelo reinício das disputas futebolísticas, mas também não será mais o atual tricampeão Estadual que relutará contra a medida, se assim as autoridades responsáveis concluírem, independente do avanço da pandemia.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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