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Acordo por naming rights da Arena Corinthians pode sair logo

Presidente Andrés Sanchez confirma negociações perto de chegar ao fim

24 ago 2020
14h10
atualizado às 14h22
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Uma das novelas mais longas do futebol brasileiro pode estar chegando ao fim. Há dez anos, o assunto naming rights da Arena Corinthians ganha espaço, vira motivo de esperança para os corintianos e deboche para os rivais. O fato é que mais uma vez, o Corinthians parece perto de um acerto.

rena Corinthians pode estar perto de definir naming rights Foto: Divulgação/Corinthians
rena Corinthians pode estar perto de definir naming rights Foto: Divulgação/Corinthians
Foto: Gazeta Esportiva

Tudo começou em 2010. Esse foi o ano em que Andrés Sanchez, então presidente do Corinthians, anunciou a construção da Arena. A venda dos naming rights do local esteve atrelada ao projeto desde o início. Essa seria a principal fonte de receitas do clube alvinegro para o pagamento da dívida que estava prestes a ser criada.

A ideia seria repassar o dinheiro da venda para a Odebrecht, encarregada de erguer o estádio, e assim quitar o empréstimo junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). "Só negociamos o naming rights. O resto será tudo do Corinthians. É 100% nosso: camarotes, cadeiras cativas, placas, restaurantes e estacionamento", comemorou Andrés, na época.

No ano seguinte, os primeiros nomes que poderiam batizar o futuro estádio de Itaquera - que ainda sequer havia saído do papel - surgiram. "Estamos conversando com cinco ou seis empresas. Vamos devagar. Não quero vender o terreno, quero vender estádio", disse Luís Paulo Rosenberg, que, na época, encabeçava a diretoria de marketing do Corinthians.

Especulava-se que o clube alvinegro teria iniciado conversas com quatro multinacionais: Petrobrás, Nike, Emirates e Nestlé. "Espero que a gente tenha os naming rights em fevereiro ou março (de 2012)", estimava o dirigente, que aguardava uma valorização do estádio para fechar com um comprador.

A venda dos naming rights da Arena na data estimada por Rosenberg não se concretizou. O dirigente ressaltou que o clube não tinha pressa para cravar uma negociação, já que o contrato com um futuro comprador seria de longa vigência. Em 20212, outros dois possíveis compradores ganharam destaque na imprensa esportiva: a Qatar Foundation, que passou a investir no futebol, após o Catar tornar-se sede da Copa do Mundo de 2022, e a companhia aérea Etihad Airways, dos Emirados Árabes Unidos, que é dona dos naming rights do estádio do Manchester City, da Inglaterra, o Etihad Stadium. Também se fala sobre os bancos Bradesco e Santander.

Em 2013, as vésperas da Copa do Mundo do Brasil, que teria sua abertura realizada na Arena, a pressão pela venda dos naming rights do então estádio batizado popularmente de "Itaquerão" aumentou. O preço pedido pelo clube, ao que tudo indicava, parecia afastar interessados e os dirigentes já admitiam reduzir seu valor inicial. "Pode ser 15%, 20% menor, mas depende de como vamos fechar esse pacote, complementando essa diminuição de valor com outras fontes de recursos", explicou o novo diretor de marketing do Corinthians, Ivan Marques.

No início daquele ano, a marca de cervejas Itaipava, que havia comprado os naming rights da Arena Fonte Nova, do Bahia, era uma forte candidata a batizar o estádio alvinegro. Mas também tudo ficou na especulação. Em setembro de 2013, a informação era de que estava tudo certo com a Emirates.

Na ocasião, o Corinthians teria fechado um acordo com a Emirates por R$ 450 milhões, durante 20 anos. Isso lhe daria uma renda mensal de R$ 22,5 milhões. Andrés Sanchez viajou aos Emirados Árabes para tratar o negócio, dado com certo. No entanto, voltou bem menos otimista. "Está morno. Nem quente, nem frio", disse o ex-presidente, na época. E a negociação não evoluiu.

No ano da Copa, outro nome entrou na lista de possíveis compradores. Dessa vez foi a Kalunga, que patrocinou o clube entre 1985 e 1994, e que tem como um de seus donos, Paulo Garcia, sócio e conselheiro do Corinthians. A empresa teria oferecido R$ 350 milhões pela aquisição dos naming rights da Arena, por 20 anos.

No entanto, um acordo com a Emirates voltou a ser dado como certo, em setembro de 2013, mas Andrés negou que a venda estava fechada. "Ainda não concluímos nada, estamos negociando... É complicado por ser uma coisa nova para o Brasil, as empresas de fora têm receio. Mas enquanto não é comercializado o nome é Arena Corinthians, não Itaquerão", disse.

Nos anos seguintes, a promessa continuou sendo a mesma. Em entrevista ao Estadão, em 2017, o presidente Roberto de Andrade chegou a se irritar durante uma entrevista, quando questionado sobre o assunto. "Pensa que é fácil vender o nome de um estádio em um país que arena é um produto novo? Estamos falando de cifras altas e vivendo a maior crise da história do País, concorda comigo? Isso atinge todo o Brasil. São 12 milhões de desempregados. Como você quer que a empresa faça um investimento desse tamanho?", disse, após afirmar que não sabia o motivo do clube ainda não ter acertado um nome para o estádio.

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No segundo semestre de 2020, no entanto, o assunto voltou a dominar o noticiário esportivo. Agora, a venda é dada como certa, porém, o clube trata o possível comprador como um enigma. "Estamos bem perto. Já já vem, mas nunca esteve na camisa do Timão", disse Andrés, que novamente ocupa a presidência do clube alvinegro.

Estadão
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