Conmebol apela à "preservação das instituições" em meio à crise na Fifa
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) afirmou na quinta-feira que não apoiará nenhuma ação ou procedimento que se afaste dos mecanismos institucionais na eleição do presidente da Fifa em março, um apoio tácito a Gianni Infantino em meio à crise desencadeada por sua proposta de vender uma participação na Copa do Mundo.
A Conmebol havia apoiado a reeleição de Infantino para o mandato de 2027 a 2031 em uma reunião de seu conselho realizada em abril, muito antes de o dirigente ser obrigado a se retratar, na semana passada, do plano de criar uma subsidiária para administrar a Copa do Mundo e alguns de seus eventos por meio da participação de investidores externos.
Embora a Fifa tenha reconhecido erros na gestão do projeto — que foi totalmente rejeitado por várias confederações — e tentado acalmar os ânimos durante uma reunião no Marrocos, a crise colocou em dúvida a liderança de Infantino antes das eleições de março, nas quais ele buscará um quarto mandato até 2031.
A Conmebol comemorou, em um comunicado, a decisão da Fifa de retirar a proposta e expressou sua preocupação com "as repetidas ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo nem aos mecanismos institucionais previstos para o tratamento desse tipo de situação".
Acrescentou que o órgão "não apoiará nenhuma ação ou procedimento que desconsidere ou se afaste desses mecanismos institucionais" na escolha de "a pessoa que terá a responsabilidade de conduzir a organização durante o próximo mandato, incluindo a organização da Copa do Mundo do Centenário da Fifa 2030".
A Copa do Mundo de 2030 será realizada na Espanha, em Portugal e no Marrocos, mas Argentina, Paraguai e Uruguai contaram com o apoio de Infantino para sediar uma partida cada um e, assim, comemorar o centenário do primeiro torneio disputado em Montevidéu.
A Conmebol também está promovendo uma iniciativa para que, na próxima Copa do Mundo, participem, excepcionalmente, 64 seleções.
O Conselho da Conmebol afirmou que fazia um apelo para "agir com responsabilidade institucional, fortalecer o diálogo e respeitar plenamente os mecanismos de governança".
"Porque, acima de qualquer diferença, o futebol vem em primeiro lugar", concluiu.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.