Ricardo Teixeira voltou com tudo. Usando os paus-mandados de
sempre, arrotou bravatas depois da reunião realizada nas quebradas da Granja
Comari. Como sempre acontece, Teixeira usa os bobalhões que se julgam muito
espertos. Como por exemplo, o Caixa d´água, também
conhecido como Eduardo Viana, da Federação do Rio de Janeiro.
Pois o Caixa, falando em nome da CBF, já avisou que o calendário do futebol brasileiro, que deveria durar quatro anos, acabou. Só terá validade para essa temporada. A partir do ano que vem os campeonatos regionais voltarão fortalecidos. Mais que isso. As ligas regionais vão desaparecer.
Isso quer dizer que tudo o que foi combinado não vale nada. De quebra, a CBF garantiu passagens de graça para três cartolas (mais acompanhantes), que
irão de graça com direito às mordomias de sempre, e ingresso para os jogos
da Copa.
Os três cavalheiros são: o referido Eduardo Viana, do Rio de Janeiro,
Onaireves Moura, do Paraná (aquele que teve o mandato cassado e foi para a
cadeia), e mais Ednaldo Rodrigues Gomes, da Federação Baiana.
Enquanto o festival dos dirigentes acontecia sob os auspícios da CBF, na
Europa o presidente da CPI, Senador Álvaro Dias, fazia conferências falando
do grande sucesso que foi a moralização do futebol brasileiro. Pobre
Senador. Fazendo papel de bobo.
O estranho de tudo isso é a posição do Ministro de Esportes, Carlos Melles.
Acuado, recolheu-se a um silêncio comprometedor. Ricardo Teixeira debocha de
tudo e de todos. Deve ter se divertido muito às custas dos que acreditaram
que ele deixaria a CBF. Voltou mais forte do que nunca.
A lona já foi levantada. O circo do futebol brasileiro está mais movimentado do que nunca. Na platéia os inocentes que tinham fé nas mudanças do nosso futebol. Que palhaçada.