Quarta-feira decide-se, no Rio de Janeiro, o futuro do futebol brasileiro. Ricardo Teixeira espera pela presença de todos os presidentes de federações do Brasil. Ele vai fazer a reunião na Granja Comary.
Pretende ficar longe da Imprensa, das câmeras, do buchicho. É certo que lá estarão repórteres de encomenda para noticiar o que for de interesse da CBF.
A Federação Paulista não iria ao encontro. No entanto, ontem à noite, Ricardo Teixeira ligou para o presidente Farah pedindo sua presença. O dirigente recebeu a promessa de que não haveria oba-oba. Tudo seria discreto e sério. Assim, o vice Reinaldo Carneiro Bastos estará representando São Paulo.
Ricardo Teixeira quer se livrar do abacaxi que é a escalação de juizes para as competições. Vai propor repassar essa obrigação para as Ligas. Cada uma terá seu comitê de arbitragem. A FIFA concorda, mas exige que todas as comissões possuam um representante da entidade.
Parece claro que a carreira de Armando Marques está definitivamente encerrada. Quanto ao juiz Loebilling, pode ser reintegrado depois da suspensão, mas dificilmente será escalado para voltar a arbitragem.
Em resumo: na reunião da Granja Comary vai se comemorar a volta de Ricardo Teixeira ao comando do futebol brasileiro. Perguntarão os honestos e inocentes, e a medida provisória?
Ora, você acreditava nos políticos!
Com a volta triunfante do presidente Teixeira a CPI tem moral para punir quem?