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Com Pituaçu lotado, Bahia tenta voltar ao G6 do Brasileirão diante do Ceará

Time baiano usará uniforme especial em duelo que pode deixá-lo perto dos primeiros colocados

21 out 2019
08h17
atualizado às 08h17
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Na briga por uma vaga na Copa Libertadores de 2020, com 41 pontos, o Bahia enfrenta o Ceará nesta segunda-feira, a partir das 19h30 (horário de Brasília), pela 27.ª rodada do Campeonato Brasileiro, em Pituaçu. A animação da torcida com a possibilidade de voltar ao G6 é tanta que os ingressos foram esgotados dois dias antes, ainda no sábado. Assim, o time será empurrado por cerca de 30 mil torcedores.

"O Nordeste tem 60 milhões de pessoas, polo esportivo muito forte. Ter uma equipe nordestina na competição sul-americana mais importante é importante para a região sob vários aspectos, principalmente mostrar que clubes da região, organizados, conseguem ser competitivos com outras equipes com orçamento superior. Além de representar o Bahia, representamos a região", discursou o treinador Roger Machado na tentativa de motivar sua equipe e ser abraçado pela torcida.

Bahia lança camisa manchada em manifestação ao vazamento de petróleo nas praias do Nordeste.
Bahia lança camisa manchada em manifestação ao vazamento de petróleo nas praias do Nordeste.
Foto: Divulgação/EC Bahia / Estadão

O jogo não será realizado na Fonte Nova porque a arena recebeu, no domingo, uma missa de celebração pela canonização da Irmã Dulce, religiosa baiana reconhecida por atos de caridade e assistência aos pobres. No clima das boas ações, o Bahia entrará em campo com um uniforme personalizado, simulando manchas de petróleo para chamar a atenção para o vazamento que atingiu praias por todo o Nordeste.

O time que vestirá a camisa de protesto será parecido com o que venceu o Grêmio por 1 a 0 na rodada passada no Sul, mas terá algumas mudanças. O lateral-direito Nino Paraíba foi liberado pelo departamento médico e deve entrar no lugar de João Pedro.

Existe uma dúvida em relação à permanência de Guerra. Contestado pela torcida, o meia venezuelano pode perder a vaga para Lucca ou Marco Antônio. Independentemente de quem entrar, o time promete ser agressivo, a começar pela utilização do esquema tático 4-3-3.

Ceará precisa superar desfalques

A vitória por 2 a 1 do Cruzeiro sobre o Corinthians, no sábado, colocou o Ceará Na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. É por isso que a pressão para vencer o Bahia aumentou consideravelmente. O encontro com o time baiano está marcado para as 19h30 desta segunda-feira, no estádio de Pituaçu, pela 27ª rodada.

Em 17.º lugar, com 26 pontos, dois atrás dos cruzeirenses, os cearenses querem esquecer a derrota para o Santos, por 2 a 1, na Vila Belmiro, na rodada passada. Além disso, terão de lidar com a ausência de três de seus principais jogadores. Titulares absolutos, o lateral-direito Samuel Xavier, o volante Fabinho e o meia Thiago Galhardo, artilheiro do time com nove gols, são os desfalques que deram dor de cabeça para o técnico Adilson Batista nos últimos dias.

Os três vão cumprir suspensão por terem recebido o terceiro cartão amarelo. Apesar das baixas, o desejo de Adilson é o de mudar o mínimo possível a estrutura tática da equipe.

"A princípio, só recompor com quem trabalha no setor. A gente já vem tendo um modelo, que a gente já observou no segundo tempo contra o Goiás, com volume de jogo melhor. Claro que, às vezes, tem que ter jogadas pelos lados, mas dentro do que observei a gente já tem uma ideia de formação, só trocando as peças em função dos cartões", explicou o treinador.

A tendência é que a vaga na lateral direita fique com Cristovam, enquanto Ricardinho entraria na contenção do meio de campo. O substituo de Galhardo deve ser Willian Pop, que foi contratado no fim de setembro e fará apenas seu segundo jogo com a camisa do Ceará, depois de ter estreado na vitória por 1 a 0 sobre o Avaí, duas rodadas atrás.

Estadão
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