Carta de Infantino é manobra para reeleição, diz presidente da Federação Alemã de Futebol
O presidente da Federação Alemã de Futebol, Bernd Neuendorf, acusou Gianni Infantino de usar uma proposta de reformas na Fifa como manobra eleitoreira para garantir sua reeleição. A iniciativa de Infantino busca conter a crise gerada pelo fracasso de seu plano de vender 20% dos direitos comerciais da Copa a investidores privados, projeto abandonado após forte oposição da Uefa, Concacaf e Confederação Asiática. Para a federação alemã, o líder da Fifa perdeu a credibilidade para conduzir mudanças.
Uma carta enviada esta semana pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, a todos os 211 membros, oferecendo-se para discutir reformas dentro do órgão que rege o futebol mundial — em meio a uma crise em curso devido ao fracasso de seu plano de vender uma participação na Copa do Mundo —, é uma mera manobra para garantir sua reeleição, afirmou nesta terça-feira o presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Bernd Neuendorf.
Na carta de segunda-feira, à qual a Reuters teve acesso, Infantino propôs uma análise independente do processo de tomada de decisões da Fifa, em uma iniciativa que poderia ajudá-lo a reconquistar apoio após a retirada de seu polêmico plano de investimento privado.
Adotando um tom conciliador, ele também disse que proporia consultas com confederações, federações membros e outras partes interessadas sobre o fortalecimento do processo de tomada de decisões da Fifa.
Infantino enfrentou uma forte reação contra sua proposta de vender uma participação de 20% nos direitos comerciais da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, a investidores privados. O plano foi abandonado em julho após oposição e ameaças de boicote. Uefa, Confederação Asiática de Futebol e Concacaf exigiram mudanças na liderança da Fifa.
Elas afirmaram que não houve consulta a nenhuma confederação continental em nenhuma etapa, com Infantino agindo sozinho. A Uefa declarou que uma mudança na liderança é agora necessária, já que o órgão europeu havia perdido a confiança no atual presidente.
"Considero a carta de Gianni Infantino uma manobra transparente para garantir sua reeleição no ano que vem", disse o presidente da DFB, Neuendorf, na terça-feira. "Fundamentalmente, a Fifa parece agora ter reconhecido que mudanças são essenciais."
"No entanto, Gianni Infantino definitivamente não é a pessoa certa para liderar um processo de reforma. Ele esgotou toda a sua credibilidade."
Neuendorf também é membro do Conselho da Fifa, o principal órgão decisório da organização.
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