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Veja quais são os pontos de alerta de Ancelotti na Seleção Brasileira após empate contra Austrália

No primeiro jogo após a derrota diante da Noruega na Copa do Mundo, Brasil ficou apenas no 1 a 1 contra a Austrália nesta sexta-feira, 25

26 set 2026 - 04h58
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Carlo Ancelotti no duelo amistoso entre Brasil e Austrália
Carlo Ancelotti no duelo amistoso entre Brasil e Austrália
Foto: Ian Hitchcock/Getty Images

O primeiro amistoso após a decepcionante campanha na Copa do Mundo de 2026 mostrou que o treinador Carlo Ancelotti terá muito trabalho para dar um rumo à Seleção Brasileira neste novo ciclo: desconectado de seu torcedor, o Brasil voltou a campo nesta sexta-feira, 25, levou susto e, graças a Rayan, arrancou um empate em 1 a 1 contra a Austrália já no apagar das luzes em Townsville. 

O italiano, inclusive, foi direto ao abordar a continuidade do trabalho ao qual foi alçado em junho de 2025, cerca de um ano antes da estreia no Mundial deste ano, e pediu paciência ao torcedor brasileiro --que já amarga o maior jejum da história da Canarinho em Copas do Mundo. 

"Não é um início de um ciclo, é a continuação de um ciclo que começou ano passado e agora a prioridade é dar minutos aos jogadores que jogam menos, jogadores que têm potencial, como Endrick, Estevão e vamos seguir nesta linha. O torcedor tem que ser paciente e quando tivermos competições oficiais a equipe vai estar preparada", disse Ancelotti em entrevista coletiva pós-jogo. 

Contra os australianos, manteve a base do esquema tático apresentado durante o Mundial, com dois meio-campistas dando apoio ao quarteto de ataque. O elenco mesclou nomes importantes que atuaram na Copa a estreantes com a seleção, e o desempenho mostrou que essa continuidade aliada à renovação pretendida por Carletto deve ser, ao mesmo tempo, progressiva e competitiva. 

‘Nem positivo, nem negativo’: Ancelotti minimiza empate e reclama de campo:

Veja alguns dos pontos de melhoria da Seleção Brasileira sob o comando de Ancelotti: 

  • Consistência no meio de campo

Um dos pontos que mais merecem atenção durante a renovação do Brasil. Remanescentes da campanha frustrada na Copa de 2026, Danilo e Bruno Guimarães jogaram como dupla de volantes mais recuada e Raphinha, atacante de ofício, como meia articulador. 

A grande questão é fazer a conexão entre os setores, especialmente ao ataque de Ancelotti, que acabou isolado entre a bem postada defesa australiana. 

Enquanto Danilo teve alguns poucos lampejos, com lançamentos e tentativas de infiltração, Bruno Guimarães estava pouco inspirado, errou mais passes do que acertou e provocou falta que anulou gol de Estêvão. 

Diante de adversários como Austrália e Índia, Ancelotti é praticamente obrigado a testar os jovens convocados, como Gabriel Bontempo, Breno Bidon e Martinelli, e encontrar uma combinação capaz de oferecer saída de bola, pressão, circulação entre as linhas e a chegada ao ataque.  

Estêvão no duelo amistoso entre Brasil e Austrália
Estêvão no duelo amistoso entre Brasil e Austrália
Foto: Ian Hitchcock/Getty Images
  • Equilíbrio no ataque

O setor ofensivo titular contra a Austrália, formado por Vini Jr., Endrick, Estêvão e Raphinha como 10, reúne jogadores de enorme capacidade técnica individual, mas que acabaram apresentado baixo entrosamento e, sozinhos, pouco conseguiram produzir. 

Como 10, Raphinha não conseguiu repetir a proeza que vem demonstrando na temporada com a camisa do Barcelona, e cometeu erros bobos, salvo pela cobrança de escanteio que culminou no gol de Rayan. 

Também é o caso de Vini Jr., que pouco produziu. Embora tenha saído zerado, Endrick foi participativo e se movimentou bastante. Estêvão, que ficou de fora da Copa por lesão, demonstrou ter sido a melhor aposta de Ancelotti nesta convocação, chegando a marcar, mas tendo o gol anulado por falta de Bruno Guimarães. 

Ainda que a integração de quatro grandes do futebol brasileiro ao atual ciclo de Ancelotti, o italiano precisa definir as funções de cada um, como quem ocupa a largura e quem se aproxima do centro, quem ataca a profundida, quem dá a primeira função e quem é o primeiro a recompor após a perda da posse de bola. 

  • Estabilidade na defesa e a 'questão gol'
Marquinho e Hugo Souza no duelo amistoso entre Brasil e Austrália
Marquinho e Hugo Souza no duelo amistoso entre Brasil e Austrália
Foto: Albert Perez/Getty Images

A renovação também passa pelo primeiro setor do campo da Seleção Brasileira. Com a escassez de laterais na atual geração e o aparente fim de ciclo para o goleiro Alisson, é a hora de Ancelotti apostar em novos nomes sem abrir mão da organização do elenco. 

Entre as boas novidades, o zagueiro Vitor Reis, do Manchester City, teve atuação segura diante da Austrália, com 95% de acerto de passes e boas disputas, tanto pelo alto quanto com a bola no chão. 

O veterano Marquinhos representa a experiência e, como de costume, também fechou bem seu lado do campo. Jair, que substituiu Vitor Reis, estreou com nervosismo e errou passes na saída de bola, embora não tenha gerado risco. 

Mas a grande preocupação continua sendo a meta. No centro das atenções por ter ganhado sua primeira chance após ficar fora do Mundial, Hugo Souza falhou no gol australiano e, apesar da bela cobrança de Irankunda, o goleiro do Corinthians sequer saltou em direção à bola. 

O gol sofrido reforça a necessidade de Ancelotti aproveitar as próximas convocações para estabelecer uma disputa real pela posição, haja vista as convocações de Pedro Morisco, do Coritiba, e Otávio. do Cruzeiro, e evitar chegar a 2030 sem um titular absoluto sob as traves. 

Fonte: Portal Terra
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