Com 1,3 gol sofrido por jogo, Felipão foca defesa e poupa cansados
Em treino desta terça, Seleção não teve seis nomes desgastados na atividade com bola, inclusive Neymar. Scolari cobrou ordem na marcação
Os dois gols sofridos diante da Inglaterra, mostrou o treinamento desta terça-feira, reforçaram em Luiz Felipe Scolari duas preocupações: melhorar o desempenho da defesa, que sob seu comando tem média de 1,33 gol sofrido por jogo, e também dar descanso a alguns jogadores desgastados. Na segunda atividade do dia, esta no CT Edmo Pinheiro, seis atletas não participaram dos trabalhos com bola.
São eles: Oscar e David Luiz, dupla do Chelsea, cuja temporada foi mais longa em razão da final da Liga Europa; Fred, que tem uma fratura incompleta na costela; Bernard, desgastado e ainda sem 100% de condições por uma lesão no ombro esquerdo sofrida em abril; Marcelo, que teve problemas físicos e pouco atuou pelo Real Madrid neste ano. E, claro, Neymar.
O agora atacante do Barcelona, cuja presença era incerta na atividade, chegou ao treino quando os jogadores tinham acabado de pisar no gramado. Neymar cumprimentou Luiz Felipe Scolari, o auxiliar Murtosa e conversou rapidamente com Daniel Alves. Depois, realizou duas corridas leves em torno do campo por 10 minutos e se encaminhou à sala de musculação.
Já sem ele em campo, e também sem os jogadores poupados, Felipão posicionou uma linha de quatro defensores com Daniel Alves, Thiago Silva, Dante e Filipe Luís. À frente, os volantes Paulinho e Luiz Gustavo. Do outro lado, teve Hulk e Jadson pelos lados, Lucas como articulador central e Leandro Damião enfiado, além de Fernando, Hernanes e ainda Réver.
Os reservas então trocaram passes, buscaram os espaços e tiveram pouco sucesso na tentativa de ameaçar o goleiro Júlio César. Ele, por sinal, mostrou postura participativa, orientou os jogadores de defesa e falou mais até que Luiz Felipe Scolari em atividade que foi fechada ao público de Goiânia.
A preocupação com a defesa tem justificativa. Com Felipão, a média de gols sofridos é de 1,33, mas no fim das contas é até maior se considerados apenas os jogos com a equipe completa (duas vezes Inglaterra, Itália e Rússia). Nestes quatro duelos, o índice é elevado a 1,75 gol concedido.
"É um número muito alto", concordou Daniel Alves nesta terça. "Quando a gente visa a palavra equilíbrio, a média de gols feitos e sofridos não pode estar perto uma da outra. Você tem que saber mais do que nunca em um equilíbrio entre atacar e defender. Deixou de ser um futebol que só defensores defendem e os atacantes atacam. É um conjunto", analisou o lateral do Barcelona.
Com informações da MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra
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