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Vale a pena investir? Sul-Americana expõe desinteresse brasileiro e levanta debate

Com apenas uma vitória na estreia, clubes priorizam calendário e escancaram dúvida sobre a real importância do torneio

10 abr 2026 - 09h06
(atualizado às 09h24)
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Atlético perdeu para um time venezuelano pela primeira vez na história –
Atlético perdeu para um time venezuelano pela primeira vez na história –
Foto: Pedro Souza / Atlético / Jogada10

A primeira rodada da Copa Sul-Americana deixou mais perguntas do que respostas para o futebol brasileiro. Favoritos pelo peso financeiro e pela qualidade dos elencos, os clubes do país decepcionaram  e apenas o São Paulo conseguiu vencer. Assim, o cenário reacendeu uma discussão antiga. Afinal, a competição ainda tem prestígio ou virou apenas uma alternativa no calendário?

Os brasileiros na Sul-Americana

Único brasileiro a vencer na Copa Sul-Americana, o São Paulo foi para o Uruguai para encarar o Boston River e venceu por 1 a 0, com gol de Bobadilla. Contudo, Roger Machado colocou um time misto em campo. Sem Calleri, Luciano e Sabino, no departamento médico, nomes como de André Silva, Cauly e Dória ganharam chances. E apesar dos desfalques e do futebol abaixo, o Tricolor saiu viorioso.

Já os outros brasileiros decepcionaram. O Vasco foi até a Argentina para encarar o Barracas Central e também entrou em campo com um time misto. Contudo, chamou a atenção a ausência do técnico Renato Gaúcho, que ficou no Brasil para treinar outros titulares para a sequência do Brasileirão. O Cruz-Maltino foi comandado por Alexandre Mendes na partida e ficou em um empate morno e sem graça por 0 a 0.

O Deportivo Cuenca, que ganhou do Santos, tem orçamento anual equivalente a R$ 10,7 milhões. Para pagar todo seu elenco por uma temporada inteira o clube tem um valor que não banca 12% dos R$ 95 milhões que o Santos reconhece dever para Neymar. Mesmo assim, os equatorianos venceram os brasileiros por 1 a 0 com gol olímpico e falha de Gabriel Brazão. O Peixe, aliás, que também preservou alguns atletas, mas contava com bastante titulares em campo.

O Grêmio foi outro que estreou com derrota por 1 a 0, diante do Montevideo City Torque, do Uruguai. O Tricolor Gaúcho também preservou a maioria de seus titulares. Mesmo com jogadores como Weverton e Arthur em campo, o Imortal sucumbiu em Montevidéu em uma atuação desastrosa, mostrando seu pouco interesse na competição.

Atlético e Botafogo são os que mais decepcionam

Mais feio ainda fez o Atlético-MG, que apesar de não contar com alguns titulares, levou para a Venezuela um time competitivo e de renome, que contava com Dudu, Bernard, Gustavo Scarpa, Everson e Junior Alonso. O resultado foi um 2 a 1 para o Puerto Cabello, registrando a primeira derrota do Galo na história para uma equipe venezuelana.

Atlético perdeu para um time venezuelano pela primeira vez na história –
Atlético perdeu para um time venezuelano pela primeira vez na história –
Foto: Pedro Souza / Atlético / Jogada10

O Botafogo, ao contrário dos outros brasileiros, levou a campo força máxima e a principal novidade estava no banco de reservas, com a estreia do treinador Franclim Carvalho. Contudo, o desempenho foi parecido com o dos compatriotas. O empate em 1 a 1 com o Caracas, da Venezuela, mostrou que o treinador terá muito trabalho pela frente. Detalhe, o Glorioso foi o único brasileiro que estreou jogando em casa.

Por fim, o RB Bragantino foi até a Venezuela enfrentar o Carabobo com um time reserva e também fez feio, ao perder por 1 a 0, com um gol logo no início da partida.

Brasileiros ligam para a Sul-Americana?

Com um calendário apertado e com muitos jogos, as equipes brasileiras enxergaram a Sul-Americana como uma oportunidade de "controle de carga" para recuperar seus principais atletas. Contudo, não pode deixar de falar que a competição ainda é um torneio continental, com premiação alta e que vale uma vaga na Libertadores. O costume das outras edições é que os brasileiros costumam levar a Sul-Americana mais a sério quando chega no mata-mata, mas já vimos casos de quedas ainda na fase de grupos, como foi o caso de Corinthians e Cruzeiro no ano passado e do Santos ainda em 2023.

Ao todo, sete clubes brasileiros disputam a competição em 2026 , muitos deles campeões continentais. Ainda assim, a postura inicial indica uma prioridade  maior para o calendário nacional. Com jogos acumulados e desgaste elevado, a Sul-Americana surge como espaço para testes, rodagem de elenco e controle físico.

Por outro lado, o torneio segue oferecendo premiação relevante e uma vaga na Copa Libertadores da América. Ou seja, trata-se de uma oportunidade esportiva concreta. Ainda que, na prática, nem sempre tratada como tal.

Diante desse cenário, a dúvida permanece no ar . Vale a pena investir na Sul-Americana ou ela virou apenas um torneio secundário no planejamento dos clubes brasileiros?

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Jogada10
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